Descendentes de Frutuoso da Costa Pereira

Info. Históricas


4536. Maestro Paulo Herculano Marques Gouvêa

Paulo Herculano Marques Gouvêa (Rio Claro SP 1935). Diretor musical. Paulo Herculano trabalha em espetáculos importantes desde os anos 60, dedicando-se a composição, trilhas sonoras e preparação vocal de elencos.

Após formar-se em piano no Conservatório Carlos Gomes, de Campinas, em 1953, Paulo Herculano participa dos seminários musicais Pró-Arte, alcançando destaque na área da música de câmera com o conjunto Musicantiga; prestígio que o leva a cursar musicologia, na Sorbonne, em Paris, entre 1969 e 1970.

Suas participações iniciais no teatro já figuram em montagens importantes, tais como A Megera Domada, de William Shakespeare, na encenação de Antunes Filho para o Teatro da Esquina, em 1965; direção musical e orquestração em parceria com Cláudio Petraglia para Oh, Que Delícia de Guerra!, de Charles Chilton, Joan Littlewood e do grupo do Theatre Workshop, direção de Ademar Guerra; Marat-Sade, de Peter Weiss, outra encenação de Ademar, em 1967.

É porém com Hair, o musical de Ragni e Rado, nova colaboração com o diretor Ademar Guerra, em 1969, que Paulo Herculano ousa maiores vôos. Essa direção musical implica não apenas adaptar a música original às condições brasileiras como, especialmente, preparar vocalmente o numeroso elenco.

Em 1972, está na direção musical de A Viagem, de Carlos Queiroz Telles, encenação de Celso Nunes, espetáculo grandioso do Teatro Ruth Escobar. Para a montagem de Bodas de Sangue, de Federico García Lorca, encenada por Antunes Filho com Maria Della Costa como a protagonista, Paulo compõe elogiada série de canções, que lhe vale o Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, de melhor composição, em 1973. Com o mesmo diretor, no ano seguinte, está em Bonitinha, mas Ordinária, produção de Miriam Mehler para o texto de Nelson Rodrigues. Nova direção musical, ainda em 1974, para O Que Você Vai Ser Quando Crescer, criação coletiva da Royal Bexiga's Company, direção de Silnei Siqueira, com quem volta a trabalhar em Ai de Ti, Mata Hari, 1975.

Em 1977, é a vez de Escuta, Zé!, adaptação e atuação de Marilena Ansaldi da obra de Wilhelm Reich, com direção de Celso Nunes. No mesmo ano, está em Torre de Babel, de Fernando Arrabal, dirigido por Luiz Carlos Ripper e Arrabal, uma produção do Teatro Ruth Escobar. Em 1978, colabora em Chuva, adaptação de John Colton e Clemence Randolph do conto de Somerset Maugham, encenação de Jorge Takla.

Após muitos trabalhos dirigindo a parte musical e preparando vocalmente os atores, Paulo lança-se como intérprete, estreando em 1979 na montagem de Eva Perón, texto irônico de Copi, como o ditador portenho.

Em 1981, ganha o Prêmio APCA de melhor diretor musical por 39, de Gretchen Cryer, com direção de Flávio Rangel. Em 1986 prepara o elenco do bem-sucedido Nostradamus, texto de Doc Comparato dirigido por Antônio Abujamra para a Companhia Estável de Repertório - CER, de Antonio Fagundes.

No final dos anos 90 volta a atuar em duas realizações experimentais: Cem Objetos para Representar o Mundo, texto de Peter Greenaway; e Fragmentos, colagem de Myrian Muniz sobre a obra de Nelson Rodrigues.

Suas atividades como professor de música e canto para atores incluem cursos para o Serviço Nacional de Teatro, SNT, em 1977; para a Funarte, em 1997; uma oficina denominada Design Sonoro, ministrado no Centro de Pesquisa Teatral, CPT/Sesc, em 1997 e 1998, e Canto para Atores, no curso de Myrian Muniz, em 1998.

Biografia constante da Enciclopédia Itaú Cultural


2140. Hélio de Cerqueira Leite

O Professor Hélio Cerqueira Leite nasceu em Brotas em 22 de novembro de 1917, 13ð filho de Raul Cerqueira Leite e de dona Adelina Ester de Mendonça, fez seus estudos no Instituto José Manuel da Conceição em Jandira. Formou-se pela Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana, em Campinas. Foi pastor em Jaboticabal e em Mirassol (onde fazia parte do Rotary Club) e e em Indaiatuba exercia as funções de co-pastor, era também professor da Escola Dominical, na classe “Rev. Benedito Manuel de Carvalho” e também regente do coro, atividades dignas de respeito e admiração, destacando-se pelos seus nobres gestos de humanidade. Segundo o jornal Tribuna de Indaiá, de domingo 05 de julho de 1970, as atividades que o professor Hélio mais valorizava eram: Família, Igreja, Escola. Foi titular da cadeira de Português, em várias cidades paulistas, sendo transferido no dia 07 de julho de 1968, por escolha no concurso de Remoção, para o Colégio Estadual Dom José de Camargo Barros, de Indaiatuba, onde lecionou até seu falecimento. Era casado com dona Anésia Steffen Leite, com quem teve 05 filhos: Hélio, Cristiane, Maria Augusta, Ana Lúcia e Carlos Eduardo. Morreu na 4® feira, 01 de julho de 1970 às 18h20 no hospital Irmãos Penteado, em Campinas, vítima de infarto agudo do miocárdio, foi velado dia 02 na Igreja Presbiteriana de onde o féretro saiu as 16 h para o nosso Cemitério Municipal.