Descendentes de José Ortiz da Rocha

Info. Históricas


8. Capitão João Franco da Rocha

Transcrição de casamento:

"O Capitão João Franco da Rocha, e
Dona Maria da Cruz de Jesus

Aos doze de Março de mil oitocentos e vinte e dois anos, foi-m apresentado os nomes, e filiações para lavrar o assento do teor seguinte= Aos onze de Janeiro do dito ano e nas casas de residência do dito Capitão por ser "in articulo mortis", dispensadas as diligências de costume, de noite, em presença do Reverendíssimo Conego Cura Antônio Marques Henriques, e das testemunhas abaixo assignadas o Sargento Mor Thomas Gonçalves Gomide, e o Capitão Luiz Antônio do Valle Quaresma, casados, se receberam em Matrimônioo o Capitão João Franco da Rocha filho de José Ortiz da Rocha, e de sua mulher Escolastica Bueno de Lima, com Dona Maria da Cruz de Jesus filha de Vicente Rodrigues, e de sua mulher Brizida Maria de Jesus, naturais de onde não disseram, do que faço ete assento que assigno.
O Coadjutor Antônio Manoel de Abreu"

Transcrição do óbito e de disposições testamentárias do Capitão João Franco da Rocha que se encontram em um dos livros de óbitos da Catedral de Nossa Senhora da Assunção, na cidade de São Paulo:

" Aos três de fevereiro de mil oitocentos e vinte e dois anos faleceu com todos os sacramentos, de idade sessenta e oito anos pouco mais ou menos, moléstia interior o Capitão João Franco da Rocha e fez testamento no qual dispõem o seguinte = Declara que é filho de José Ortiz da Rocha e de sua mulher Dona Escolástica Bueno de Lima, já falecidos, e todos naturais desta cidade. Que vivia solteiro, porém por estar enfermo casou com Dona Maria da Cruz de Jesus da qual no estado de solteiro teve três filhos de nome Catharina, Antônio e Gertrudes, os quais instituía por seus legítimos herdeiros. Que no dia de seu falecimento, ou no segundo, ou no terceiro se dirão por sua alma uma capela de missas de corpo presente, além destas mais por sua alma uma capela de missas de esmola ordinária, mais uma capela de ditas segundo a sua tenção espiritual, além destas se dirão mais por sua alma cinco a Nossa Senhora do Carmo, cinco a São José, cinco ao Anjo de sua guarda e santo do seu nome, cinco ao Senhor Bom Jesus, mais meia capela pelas almas de seus pais, mais meia capela pelas almas de seus Irmãos Terceiros as quais serão ditas pelo Comissário da dita Ordem no Altar de Nossa Senhora. Que os bens que possui são escravos, sítios e casa além dos moveis que são conhecidos. Que nas terras da Araricanduba pertencentes ao sítio do Oratório mora Cláudio Martins e sua família trabalhando nas terras da vargem as quais de minha livre vontade lhe dou sem contradição alguma para si e seus filhos sem digo fazendas e a divisa da casinha para baixo. Que deixa a sua mulher os escravos Vicencia mulata, Alexandre oficial de ferreiro com sua tenda, e Martha crioula que já lhe tinha dado a quatro anos antes. Que deixa forro o seu escravo João com obrigação de servir por dez anos o seu sobrinho o Alferes João José Barboza, findo o dito tempo ficara com sua liberdade. Que deixa a sua afilhada Anna da Cunha que criou e tem em sua casa os escravos Paulo e sua mulher Apolinária. Que cumpridos seus legados deixa por herdeira do remanescente de sua terça sua mulher que para isso institui por sua herdeira. Que deixa ao Senhor dos Passos um dobra que deve da sua casa, mais outra a Senhora do Carmo dos Terceiros, mais outra a Senhora das Dores da Sé, cujas quantias serão pagas de seus bens por serem dividas antigas que tem contas com seu compadre o Capitão Luiz Antônio do Valle Quaresma as quais estarão pelo que ele disser. Testamenteiros em primeiro lugar o seu compadre o Capitão Luiz Antônio do Valle Quaresma, em segundo sua mulher Dona Maria da Cruz de Jesus, em terceiro ao Alferes Bento Barboza Ortiz, aos quais concede o prazo de ano e meio para dar contas do testamento. Seu corpo foi envolto no habito de Terceiros da Senhora do Carmo em cuja Ordem esta sepultado sendo acompanhado, e encomendado como pediu por seu Pároco, Cruz da Fábrica e doze Padres. Nada mais (ilegível) copio, do que faço este assento que assino.
O Coadjutor Antônio Manoel de Abreu"