Genealogia Paulistana

Luiz Gonzaga da Silva Leme (1852-1919)

Vol II - Pág. 230 a 279


Tit. Lemes

(Parte 2)


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3-2 Lucas Fernandes da Mattos (o moço)

3-3 João Fernandes de Mattos

3-4 Matheus Leme do Prado

3-5 Marcos Fernandes de Mattos que casou com Isabel Dias Rodrigues, falecida em 1745 em Jundiaí. Teve (C. O. de Jundiaí):

4-1 Lucas Fernandes de Mattos casado com Maria Pinheiro f.ª de. Lázaro Gil e de Margarida de Almeida. Teve q. d.: 5-1 Margarida de Almeida casada em 1766 em Mogi-guaçu com Francisco Cordeiro de Oliveira f.° de Salvador Cordeiro e de Josepha do Prado, n. p. de Gaspar Cardoso e de Catharina das Neves. Teve q. d.: 6-1 Sebastião Fernandes de Almeida casado em 1794 em Mogi-mirim com Maria de Jesus. 5-2 Maria Pinheiro casada com Segismundo de Sousa Cordeiro f.° de João da Costa Gonçalves, de Portugal. Foram pais de: 6-1 José de Sousa Gonçalves casado em 1775 em Mogi-guaçu com Anna Maria f.ª de Manoel Gonçalves, natural de Portugal, e de Maria de Borba, por esta neta de Amaro de Borba e de Isabel ... de Moraes. 5-3 Anastacio Leme casado com Maria de Sousa f.ª de Bento de Moraes da Fonseca e de Maria de Sousa. Foram pais de: 6-1 Maria de Sousa Leme casada em 1789 em Mogi-mirim com Domingos da Rocha Barbosa f.° de Domingos Pires e de Anna do Prado de Quebedos. 4-2 Pedro Leme do Prado casou-se em 1743 (C. Ec. de S. Paulo) com Rosa da Veiga do Prado f.° de Salvador Varoja e de Antonia Ribeiro.

4-3 Miguel Dias Rodrigues

4-4 Gaspar Fernandes Leme

4-5 Domingos

3-6 Manoel Fernandes de Mattos, f.° de 2-7

3-7 Maria do Prado

3-8 Paschoa Leme do Prado, f.ª de 2-7, foi casada com o capitão-mor Antonio da Costa Reis natural de Portugal, f.º de Francisco Lopes e de Catharina da Costa. Faleceu Paschoa Leme em 1745 em Jundiaí, e teve (C. O. Jundiaí, os 7 seguintes f.ºs:

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4-1 Josepha da Costa Leme

4-2 Leonor Leme da Costa

4-3 Ignacio Xavier Leme

4-4 Antonio da Costa Leme

4-5 Francisco Leme de Mattos

4-6 Maria Leme do Prado

4-7 Lucas Fernandes de Mattos

4-1 Josepha da Costa Leme, f.ª de 3-8 supra, casou-se em 1733 (C. Ec. de S. Paulo) com Miguel Alvares dos Santos f.° de Manoel André Alvares e de Ignacia dos Santos Silva, de Portugal. Foi Miguel Alvares dos Santos pessoa de grande respeito em Jundiaí, onde ocupou o cargo de capitão-mor, e faleceu em 1771 nessa vila. Teve (C. O. Jundiaí) 6 f.ºs: 5-1 Licenciado José Alvares dos Santos, com 34 anos em 1771, habil. de genere.

5-2 Maria Francisca

5-3 Anna Leme

5-4 Raymundo Alvares dos Santos Prado, capitão de cavalaria, foi sargento-mor em Jundiaí, e faleceu em 1843 na vila de S. Carlos (Campinas); foi casado com Catharina Maria de Lacerda, falecida em 1800 na mesma vila, f.ª do licenciado Manoel Ferro Corrêa e de Antonia Corrêa de Lacerda, n. p. de Neutel Ferro, de Portugal (irmão de um bispo de Goa) e de Maria Andreza, do Algarve; n. m. do capitão André Corrêa de Lacerda e de Maria de Siqueira Cardoso, de Mogi das Cruzes. Tit. Cunhas Gagos. Teve (C. O. de Campinas) os 6 f.°s seguintes:

6-1 Joaquim José dos Santos Prado, falecido em Goiás. Sem geração.

6-2 Maria, falecida solteira.

6-3 Gertrudes, falecida solteira.

6-4 Anna Antonia de Lacerda casada com Luiz Manoel de Quadros Aranha. Teve:

7-1 Tenente Francisco de Paula Aranha, casado em 1827 em Santos com Maria Cherubina de Lima f.ª de Joaquim Nunes do Carmo e de Antonia de Lima.
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6-5 Porta estandarte José Joaquim dos Santos Prado, que casou em 1801 em S. Paulo com Anna Francisca Xavier Pinheiro f.ª de Francisco Xavier Pinheiro e de Ignacia Maria da Soledade. Tit. Siqueiras Mendonças. Teve por informações:

7-1 Cherubina Amalia Pinheiro e Prado casada com Joaquim Antonio Alies Alvim f.° do guarda-mor Manoel Alves Alvim e de Catharina Angelica da Purificação Taques. Neste Tit. Cap. 5.º § 5.º adiante. Com geração.

7-2 Capitão Joaquim Gustavo Pinheiro e Prado vive neste ano de 1903 em S. Paulo, viúvo de Theresa Calheiros, f.ª de Francisco de Assis Calheiros. Tem os seguintes filhos (por informações):

8-1 Cherubina Prado Gomide casada com o dr. Gabriel Gomide f.° do † conselheiro, desembargador, dr. Antonio Gonçalves Gomide, que foi presidente da relação de Cuiabá. Com geração.

8-2 Anna Prado de Barros casada com o capitão José Leite de Bairros, de Santa Cruz das Palmeiras, f.° de João Baptista de Barros Leite. Com geração.

8-3 Dr. José Joaquim dos Santos Prado, formado em direito, foi 1.º casado com Anna Eugenia Nogueira do Prado, f.ª de Francisco Antonio Nogueira (fazendeiro em Santa Branca) e de Etelvina de Siqueira, esta irmã do dr. Virgilio de Siqueira Cardoso, ministro do tribunal de justiça de S. Paulo; 2.ª vez está casado com Hortencia Leonel Prado, f.ª do tenente-coronel Cesario Leonel Ferreira e de Maria Brizolla Leonel. Com f.ºs menores da 2.ª.

8-4 Ambrozina P. Marcondes casada com o capitão José Cesar Marcondes de Brito f.º de José Marcondes de Brito e de Anna Jacintha Cesar de Brito, naturais de Pindamonhangaba.

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8-5 e 8-6 falecidas em menoridade.

7-3 Francisco de Assis Pinheiro e Prado, já †, foi casado em Santo Amaro com Anna Luiza de Mattos † (da família Mattos Salles). Teve: 8-1 Candida Pinheiro e Prado, solteira.

8-2 Belarmina Pinheiro e Prado, solteira.

8-3 Carolina Pinheiro e Prado, solteira.

8-4 Francisco Xavier Pinheiro e Prado, solteiro.

8-5 Joaquim Antonio Pinheiro e Prado foi casado com ... Teve:

9-1 Anna Francisca Pinheiro e Prado, solteira.

9-2 Joaquina Pinheiro e Prado, solteira.

9-3 Brazilina Pinheiro Lins, já †, foi casada com o dr. Edmundo Pereira Lins, natural de Minas Gerais. Com geração.

9-4 Francisco Eugenio Pinheiro e Prado, solteiro.

8-6 Conselheiro dr. Americo Vespucio Pinheiro e Prado, desembargador aposentado da relação de S. Paulo, casou em Santos com Candida Xavier, já †, f.ª do dr. Firmino Xavier e de ... Tem: 9-1 Elisa Pinheiro e Prado, solteira.

9 2 Marietta Pinheiro e Prado, solteira.

9-3 Dr. Americo Xavier Pinheiro e Prado, advogado em S. Paulo, solteiro.

9-4 Dr. Arthur Xavier Pinheiro e Prado, 2.° delegado auxiliar em 1903 em S. Paulo, solteiro.

8-7 Ernesto Pinheiro e Prado, já †, foi casado com Antonietta f.ª de Hyppolito Soares de Sousa. Sem geração.

8-8 Outros falecidos sem geração.

6-6 Alferes Raymundo Alvares dos Santos Prado Leme casou em 1818 na vila de S. Carlos com Maria Miquelina de Camargo f.ª do alferes Miguel Ribeiro de Camargo e de Cherubina Rosa de Azeredo e Castro. Teve:
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7-1 Capitão Raymundo Alvares dos Santos Prado Leme casado com Joaquina Franco de Andrade. Tit. Cubas.

7-2 Catharina Amalia casada com João Augusto dos Santos Camargo.

7-3 Diogo Benedicto dos Santos Prado casado com Francisca de Toledo Lima. Sem geração.

7-4 Padre Januario Máximo Ribeiro de Castro.

5-5 Miguel Alvares dos Santos Costa, f.° de 4-1.

5-6 Ignacia

5-7 Manoel, falecido em menoridade.

5 8 Antonio, falecido em menoridade.

4-2 Leonor Leme da Costa, f.ª de Paschoa Leme n.º 3-8, foi casada com o capitão-mor Antonio de Moraes Pedroso f.º do sargento-mor Antonio de Moraes Siqueira, este falecido em 1737 em Jundiaí, e de sua mulher Maria Leme de Brito. Com geração em Tit. Moraes.

4-3 Ignacio Xavier Leme casou-se em 1753 em S. Paulo com Anna Moreira da Silva f.ª de Ignacio Xavier Cesar e de Escholastica da Silva Bueno. Tit. Garcias Velhos.

4-4 Antonio da Costa Leme foi 1.º casado com Marianna Bueno de Camargo f.ª de ... e 2.ª vez em 1771 em Parnaíba com Anna Pires do Prado, viúva de Braz Leme. Tit. Penteados.

4-5 Francisco Leme de Mattos, f.º de 3-8, falecido em 1763 em Jundiaí, foi casado com Maria de Moraes Leme Pedroso, falecida em 1783 (estando casada 2.ª vez com Manoel Leitão Villas Boas), f.ª do sargento-mor Antonio de Moraes Siqueira e 2.ª mulher Maria Leme de Brito. Tit. Moraes. Teve (C. O. Jundiaí) as 8 f.ªs:

5-1 Joanna Maria de Brito, viúva em 1782.

5-2 Anna Leme de Moraes que em 1763 tirou provisão (C. Ec. de S. Paulo) para casar-se com José Nunes de Siqueira f.° de Vicente Nunes de Siqueira e de Mecia Ribeiro Cardoso; porém, no inventário de sua mãe em 1782, estava casada com Domingos Fernandes de Andrade.

5-3 Escholastica Leme de Moraes casada com Marcello Corrêa de Oliveira.

5-4 Antonia Francisca de Moraes, viúva em 1782, tirou provisão em 1770 para casar-se com o alferes Joaquim José Rodrigues, dos Guarulhos, f.º do capitão Antonio Rodrigues Fortes e de Rosa Francisca Pedroso.

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5-5 Angela Maria de Jesus era viúva em 1782.

5-6 Theresa Maria, solteira em 1782.

5-7 Custodia Maria

5-8 Maria de Moraes, já falecida em 1782, foi casada com João Martins de Queiroz e teve f.° único:

6-1 João
4-6 Maria Leme do Prado, f.ª de 3-8, foi casada com o capitão-mor de Jundiaí José Dias Ferreira, natural de Portugal. Faleceu Maria Leme do Prado em 1789 com testamento e teve os 11 f.ºs seguintes: 5-1 Rosa Dias Ferreira falecida em 1826 no estado de viúva de Antonio de Abreu Magalhães, tendo sido 1.° casada com o capitão Antonio Leitão de Abreu f.° de outro do mesmo nome e de Leonor Marques, de Portugal. Teve pelo seu inventário:

Do 1.º marido capitão Antonio Leitão 2 f.ªs:

6-1 Maria Francisca casada com Theodoro Antonio.

6-2 Rosa casada com o tenente Francisco Xavier Vaz.

Do 2.º marido Antonio de Abreu Magalhães teve f.ª única: 6-3 Antonia Maria de Abreu, já falecida em 1826, que foi casada com o tenente Manoel José Tavares, e teve f.° único: 7-1 Manoel José Tavares 5-2 Maria Leme Ferreira, f.ª de 4-6 supra, falecida em 1801, foi casada com o capitão-mor Martinho da Silva Prado f.º do sargento-mor Antonio da Silva Prado, natural de Portugal, e de Francisca de Siqueira de Moraes, por esta neto do sargento-mor Antonio de Moraes Siqueira e de sua 1.ª mulher Maria Ribeiro de Faria. Com geração em Tit. Moraes. São ascendentes da família Silva Prado, de S. Paulo.

5-3 Rita Dias Ferreira, f.ª de 4-6, foi casada com Manoel Francisco de Araujo. Teve q. d.:

6-1 Anna, legatária no testamento de sua tia n.º 5-8. 5-4 José Dias Ferreira faleceu solteiro.

5-5 Antonia Leme Ferreira casou-se em 1763 em S. Paulo com o capitão Raymundo dos Santos Prado f.º do sargento-mor Antonio da Silva Prado e de Francisca de Siqueira de Moraes. Tit. Moraes.

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5-6 Sargento-mor Domingos Dias Leme casou-se em 1767 em Sorocaba com Izabel de Lara e Moraes, falecida em 1792 (C. O. Jundiaí), f.ª de Luiz Castanho de Almeida e de Francisca Soares de Araujo, n. p. de José de Almeida Lara e de Marianna de Siqueira Moraes, n. m. do capitão Domingos Soares Paes, de Curitiba, e de Maria Leite da Silva. Tit. Laras e Tit. Carrascos. Teve pelo seu inventário em 1788 em Jundiaí:

6-1 Anna Dias Ferreira casada com Domingos Pinheiro de Oliveira.

6-2 Maria Leme casada com José de Castro Pereira f.° de outro de igual nome e de Veronica de Jesus.

6-3 Francisca Soares de Araujo casada com o capitão Vicente de Sampaio Góes f.° de José de Sampaio Góes e de Anna Ferraz. Com 11 f.°s em Tit. Arrudas.

6-4 Joaquim dos Santos Reis, de Jundiaí, casou-se em 1789 em Itu com Maria de Arruda f.ª de Francisco Xavier Ferraz e de, Maria Bicudo. Tit. Arrudas Cap. 1.° § 1.°, 2-1, 3-3.

6-5 Isabel, com 15 anos em 1792.

6-6 José

6-7 Domingos, falecido na menoridade.

6-8 Luiz, falecido na menoridade.

5-7 Tenente Joaquim Dias Ferreira, f.° de 4-6 e do capitão-mor José Dias Ferreira, faleceu solteiro em 1790 em Jundiaí (C. O. de Jundiaí).

5-8 Anna Leme Ferreira, † com testamento em 1809 em Jundiaí, foi casada com o capitão-mor Antonio de Siqueira e Moraes f.° de João de Siqueira de Alvarenga e de Francisca de Siqueira de Moraes, esta viúva do sargento-mor Antonio da Silva Prado do n.º 5-2 de 4-6 retro. Vide Tit. Alvarengas Cap. 5.° e a geração em Tit. Moraes Cap. 2.° §1.º 2-1, 3-2, 4-7.

5-9 Gertrudes, f.ª de 4-6, faleceu em menoridade.

5 10 Antonio Dias do Prado casou-se em 1772 em Parnaíba com Maria do Monte Carmelo, f.ª de Manoel Fernandes Souto e de Antonia da Fonseca dos Santos, em Tit. Oliveiras, Cap. 5.º § 1.°, 2-3, 3-4, 4-3, 5-5, 6-1, 7-2.

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5-11 Gertrudes Maria Ferreira, última f.ª do capitão-mor José Dias Ferreira e de Maria Leme do. Prado n.º 4-6, casou-se com Luiz Castanho de Moraes Leite, f.° de Luiz Castanho de Almeida e de Francisca Soares de Araujo. Com geração em Tit. Laras.

4-7 Lucas Fernandes de Mattos, último f.° de 3-8. 3-9 Isabel de Siqueira, f.ª de Lucas Fernandes de Mattos e de Maria do Prado n.° 2-7, foi casada com Paschoal de Louvera da Costa f.° de João de Louvera da Costa e de Catharina d'Horta. V. 1.° pág. 80.

3-10 Anna Fernandes Leme

3-11 Francisca Pinto de Siqueira, última f.ª de Maria do Prado n.° 2-7, casou-se em 1708 com Custodio Malio de Siqueira, viúvo de Joanna Leme do Prado, f.º de Francisco de Sousa e de Victoria Pinto, de Santos. Teve q. d.:

4-1 Maria Leme do Prado casada com Salvador Cordeiro do Amaral f.º de Raphael Cordeiro de Almada e de Catharina do Amaral, n. p. de Domingos Cordeiro Paiva e de Suzana de Almada, n. m. de Luiz do Amaral e de Catharina de Candia. Tit. Cordeiros Paivas, aí a geração.

4-2 Januaria de Siqueira, casou-se em 1764 em Atibaia com Antonio Paes das Neves f.° de outro do mesmo nome e de Joanna do Prado, n. p. de João das Neves Pires e de Mecia Ribeiro, neste V. à pág. 146.

4-3 Anna Leme do Prado casou-se em 1749 em Atibaia com João Paes das Neves, irmão de Antonio Paes do n.º precedente. Com geração neste V. pág. 142.

4-4 Victoria Pinto de Siqueira, falecida em 1743, foi casada com Manoel Cordeiro do Amaral, irmão de Salvador Cordeiro do n.º 4-1 supra. Com geração em Tit. Cordeiros Paivas.

2-8 Maria da Estrella, f.ª do capitão Pedro Leme do Prado § 4.º, foi casada 1.° com Manoel Ferreira de Lemos, e 2.ª vez com o capitão-mor Pedro de Oliveira Cordeiro, falecido em 1733 em Jundiaí. Teve q. d. do 1.º marido: 3-1 Pedro Leme Ferreira, falecido em 1757 em Parnaíba, casou-se em 1699 nessa vila com Isabel de Lara, falecida em 1725 em Araçariguama, f.ª de Vicente Gonçalves de Aguiar e de Catharina de Almeida. Teve pelo inventário (C. O. de S. Paulo) os seguintes f.°s:
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4-1 Josepha de Almeida Lara estava casada com Izidoro Pinto de Godoy.

4-2 Escholastica de Jesus de Almeida casada 1.º com João Rodrigues Lago, e 2.ª vez com Sebastião de Oliveira. Teve:

Do 1 ° marido f.° único:

5-1 Joaquim Rodrigues Lago, casado em 1767 em Itu com Maria Leite de Oliveira f.ª de João Leite da Silva Leme e de Maria Leme. Neste Tit. e em Tit. Alvarengas Cap. 3.° § 7.°. Teve q. d.: 6-1 Manoel Joaquim do Lago casado com Maria Custodia de Almeida f.ª de Salvador de Almeida Leme e de Anna Leite de Oliveira; em Tit. Godoys Cap. 2.º § 1.º, 2-4, 3-3, 4-3; foram pais de: 7-1 Manoel Joaquim de Almeida Lago casado em 1830 em Parnaíba com Antonia Rita de Arruda f.ª de João Evangelista da Silva e de Maria Rita Pedroso de Arruda, n. p. de Ignacio Paes de Siqueira e de Gertrudes Maria da Silva, n. m. do tenente Antonio Manoel da Rocha Leite e de Maria de Arruda. 6-2 Maria Francisca de Jesus casada em 1799 em Itu com José Rodrigues Carassa f.º de Gaspar Rodrigues Carassa e de Isabel Dias Aranha, n. p. de Paulo Marques e de Theresa Affonso Vidal.

6-3 Angela Maria, f.ª de 5-1, casou-se em 1803 em Itu com Luiz Antonio de Godoy. de Porto Feliz, f.° de Balthazar Velho de Godoy e de Anna Maria Pires.

6-4 Ignacio Leite dos Santos casado em 1803 em Itu com sua parenta Maria Custodia de Almeida, viúva de 6-1 supra, f.ª de Salvador de Almeida Leme e de Anna Leite de Oliveira. Tit. Godoys Cap. 2.º § 1.º já citado.

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6-5 Antonio Leite de Oliveira casado em 1805 em Porto Feliz com Anna Rosa f.ª de Antonio de Almeida, de Lisboa, e de Maria Victoria, natural de Cuiabá, por esta neta de Luiz de Araujo Filgueira (ou Coura) e de Luzia Pedroso.

Do 2.º marido Sebastião de Oliveira teve: 5-2 Felix Antonio de Oliveira, natural de Araçariguama, casou-se com Domingas Maria de Oliveira f.ª de Francisco Leme de Alvarenga. Com geração em Tit. Alvarengas Cap. 3.° § 7.°. 4-3 Maria de Lara, f.ª de Pedro Leme Ferreira n.° 3-1, casou-se em 1737 com José Pedroso Vieira, de Santos, f.° de João Baptista Pedroso e de Maria Alvares de Abreu. Neste Tit. Cap. 3.° § 6.°, 2-6, 3-3. Aí a geração.

4-4 Ignacia de Jesus casada com Manoel Pereira de Lemos. Teve:

5-1 Manoel Pereira de Lemos

5-2 ... casada com Miguel Martins de Oliveira.

4-5 Gertrudes de Jesus de Almeida casada em 1737 com Antonio de Almeida Velho, natural de Parnaíba, e que depois foi morador em Mogi-mirim, f.° de José Velho Moreira e de Turibia de Almeida Naves. Com geração em Tit. Godoys Cap. 2.° § 1.º n.° 2-4, 3-3.

4-6 Francisco Leme, último f.° de Pedro Leme Ferreira n.° 3-1, faleceu sem geração.

Do 2.° casamento com capitão-mor Pedro de Oliveira Cordeiro, teve Maria da Estrella n.° 2-8 retro os 5 f.ºs seguintes: 3-2 Pedro

3-3 Maria da Estrella

3-4 Maria Cordeiro

3-5 Rosa

3-6 Salvador de Oliveira Leme, falecido com testamento em 1797, casou-se em 1745 com Rita da Silva da Conceição f.ª do sargento-mor Antonio da Silva Prado e de Francisca de Siqueira de Moraes. Tit. Moraes. Sem geração.

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2-9 Helena do Prado, f.ª do § 4.°, foi 1.° casada com Antonio Corrêa Ribeiro, falecido em 1684 em Itu, f.º de Serafino Corrêa Ribeiro e de Isabel de Anhaya, com geração. em Tit. Almeidas Castanhos; segunda vez casou-se em 1686 em Itu com João Corrêa, f.° de Matheus Corrêa Leme e de Maria Mendes Cabral. Tit. Alvarengas Cap. 3.° § 10.° 2-5.

2-10 Anna Maria Leme, última f.ª do 4.º, casou-se em 1674 em Parnaíba com Diogo de Lara e Moraes f.° de Luiz Castanho de Almeida e de Isabel de Lara. Com geração em Tit. Laras.
 
 

§ 5.º

1-5 Capitão Domingos Leme da Silva, f.° do Cap. 1.°, casou-se a 1.ª vez em 1630 em S. Paulo com Francisca Cardoso, que faleceu em 1678 com testamento, f.ª de Antonio Lourenço e de Isabel Cardoso, no V. 1.° pág. 177; segunda vez casou-se em 1679 em Sorocaba com Maria de Abreu f.ª de Manoel Bezarano e de Potencia de Abreu. Tit. Fernandes Povoadores. Faleceu o capitão Domingos Leme da Silva em 1684 em Sorocaba e teve (C. O. de Sorocaba):

Da 1.ª mulher 9 f.ºs:

2-1 Capitão Pedro Leme da Silva

2-3 Francisco Leme da Silva

2-3 Domingos Leme da Silva

2-4 Antonio Leme da Silva

2-5 José Leme

2-6 ... já falecido em 1654

2-7 Isabel Cardoso

2-8 Maria Leme da Silva

2-9 Helena do Prado

Da 2.ª mulher 2 f.ºs: 2-10 Domingos Leme da Silva

2-11 ... já falecido em 1684

2-1 Capitão Pedro Leme da Silva (o torto) foi morador em Itu onde faleceu em 1717. Torto e coxo, foi, entretanto, um soldado destemido nas inúmeras bandeiras que em seu tempo fizeram entrada até os sertões longínquos de Mato Grosso, a conquistarem índios bravios. A seu respeito escreveu Pedro Taques o que segue:

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"Este paulista soube desempenhar os nobres espíritos do sangue que lhe adornava as veias como mostra a ação de valor e fidelidade que praticou na campanha e sertão da Vacaria, no sucesso seguinte.

Costumavam os antigos paulistas, ainda antes de ser fundada a cidade do Paraguai, penetrar os sertões incultos com interesse de reduzir ou conquistar os índios de diversas nações; para que, aproveitando-se estes da felicidade do sagrado batismo, ficassem depois servindo com o caráter de administrados aos seus conquistadores, a cujos descendentes passava esta administração, que se praticou sempre em todo o Estado do Brasil até proibir-se pelos anos próximos de 1752.

Uns se entranhavam aos sertões dos Goiases até o rio das Amazonas no Estado do Pará; outros aos da costa do mar desde o rio dos Patos até o rio da Prata, entranhando-se pelo centro até o rio Uruguai e Tibagi; e subindo pelo Paraguai, até o Paraná onde deságua o rio Tietê ou Anhembi. Atravessaram muitas vezes o sertão vastíssimo alem do rio do Paraguai, e, cortando a sua cordilheira, se achavam no reino do Peru.

Debaixo do comando de Pedro Domingues ou Braz Mendes(1), capitão-mor do seu troço, natural de Sorocaba, saiu Pedro Leme da Silva que era destemido e grande soldado de arcabuz e capaz para qualquer facção de temeridade, quanto mais de valor. Postou o corpo da tropa nas campanhas da Vacaria, cujo sítio fica acima da cidade de Assunção do Paraguai muitas léguas. Formaram um arraial, sendo as tendas da campanha casas construídas de madeira, cobertas de palha, a que no Brasil chamam ranchos. Aproveitava-se a gente deste corpo da abundância dos gados que inutilmente multiplicam nestas campanhas sem haver algum senhor possuidor de tanta grandeza, que não só é dos gados vacuns, mas também dos animais cavalares. Este sertão discorre acima do sítio nosso de Camapuã, onde há varadouro que navegam a demandar as minas da vila real de Cuiabá e vila Bela do Mato Grosso; porque do dito Camapuã seguem diversas vertentes para o Cuiabá, e este sertão é habitado por gentio Guaycuru, vulgarmente chamado cavaleiro, por andarem sempre a cavalo, e é gente por natureza belicosa e briosa com grande ardor e valor para a guerra.

___________________

(1) Vide estes nomes em Tit. Domingues Cap. 1 °. Eram o sargento-mor Pedro Domingues Paes e o capitão-mor Braz Domingues Paes, naturais de S. Paulo, e moradores em Sorocaba.

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Neste sertão, pois, se achava a tropa, como em arraial, esperando monção para seguir o destino a que a conduzira o interesse de conquistar gentios, quando apareceu um mestre de campo castelhano, da província do Paraguai, com seu troço de cavalaria até trezentos soldados. Com cortês urbanidade e oculta política cumprimentou aos paulistas, presenteando ao capitão-mor da tropa com a excelente erva chamada Congonha; por ser a da vila de Cururuatim a mais mimosa, que no gosto e seus efeitos excede a das outras partes daqueles continentes.

Deteve-se ali o tal mestre de campo com o seu terço de cavalaria alguns dias, tendo feito o seu abarracamento em distância de peça de artilharia do nosso arraial. Entre soldados castelhanos e paulistas se tratara uma sociedade urbana e civil; porque de parte dos portugueses se não tinha penetrado o oculto fundo do dito mestre de campo (é lastima que a inércia dos paulistas deixasse sepultar com o tempo o nome deste cabo, o dia do mês e ano do sucesso acontecido, e que só se conservasse na memória seguida de pais a filhos a verdade do fato daquele lance. em que teve todo o louvor Pedro Leme, o torto, cujo nome, procedimento, e a inveja de sua heróica resolução existe até agora), até que ele em uma manhã veio ao nosso campo com um suficiente corpo de soldados de pé, que lhe serviam de guarda e procurando ao capitão-mor da tropa paulistana, travaram prática sobre a vastidão daqueles sertões e seus habitadores gentios bravos, contra cujas forças triunfavam sempre os portugueses da vila de S. Paulo em suas entradas e reduções. Sutilmente foi o tal castelhano dispondo o material discurso do capitão-mor de alguns de seus oficiais e soldados que se achavam na prática, entre os quais assistia Pedro Leme, sem mais caráter que o de soldado raso daquele corpo.

Persuadido o dito mestre de campo que aquele sertão da Vacaria era todo de conquista de el-rei seu amo, como primeiro senhor da província do Paraguai, por cuja razão não deviam os paulistas duvidar desta preferência, e que, para a todo o tempo assim constar, era muito justo (isto se achar naquela ocasião um e outro corpo pastando em dito sertão) que assinasse o capitão-mor por si com seus oficiais e soldados um termo deste reconhecimento.

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Para este efeito trazia já o mestre de campo lavrado um termo em folha de papel, que logo o apresentou para o determinado fim de ser assinado. Sem a menor repugnância pegou na pena o simples e material capitão-mor e, assinando-se, foram fazendo o mesmo outras pessoas que chegaram ao número de cinco, quando repentinamente enfurecido Pedro Leme pelo acordo que lhe ministrara o discurso, o valor e a fidelidade, pegou na sua arma de fogo, e levantando-lhe as molas, rompeu brioso nestas palavras, que se conservam constantes na tradição dos moradores da vila de Itu, sua pátria:

'Vossa senhoria, pelo poder com que se acha neste lugar, será senhor de minha vida, mas não da minha lealdade. Estas campanhas são e sempre foram de el-rei de Portugal meu senhor, e por nós e nossos avós penetradas, seguidas e trilhadas quase todos os anos a conquistar bárbaros gentios seus habitadores. O Sr. capitão-mor e mais senhores, que têm assinado sem advertência o contrário desta verdade, ou estão abandonados como lesos ou como temerosos; eu não, nem os mais que aqui nos achamos em toda esta tropa, porque não havemos de assinar este papel, etc.'

A estas vozes e a este exemplo já todo o corpo paulistano tinha pegado em armas, com cujo brioso movimento foi tão prudente o mestre de campo castelhano, que sem articular vozes, nem obrar ação alguma, se tirou fora da barraca, ficando seu intento sem efeito e adiantando os primeiros passos articulou este seguinte desafogo: 'mirem el tuerto' - E Pedro Leme, ouvindo-lhe o vitupério, lhe deu em alta voz esta resposta: 'e coxo também'

Recolheu-se o castelhano ao seu quartel, e na manhã seguinte levantou o campo e dele se ausentou sem ação alguma de despedida, depois de tantas urbanidades praticadas. Ficaram os paulistas envergonhados da facilidade com que o seu capitão-mor e quatro oficiais tinham assinado aquele termo, sem recordarem que haviam obrado uma ação indecorosa à nação e a seu rei e natural senhor, e que só Pedro Leme fora capaz deste acordo e briosa resolução, que evitou o maligno intento do castelhano.

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Continuou o troço o seu destino quando foi tempo de monção e se recolheu a salvamento.

Aplaudiu-se muito em S. Paulo a ação de Pedro Leme, tanto quanto se estranhou a materialidade do capitão-mor e seus quatro companheiros, e como estas vozes chegaram a Portugal a informar do lance acontecido ao Sr. rei D. Pedro, nós não descobrimos; sabemos só com toda a pureza da verdade que chegando em 1698 a S. Paulo Arthur de Sá e Menezes, governador e capitão general do Rio de Janeiro e capitanias do Sul, confessou ao capitão BarthoIomeu Paes de Abreu, e ao reverendo doutor João Leite da Silva e a outras pessoas que tinham vindo a cumprimentá-lo e dar-lhe as boas vindas, que S. Majestade lhe ordenava que de sua parte agradecesse a Pedro Leme a ação de honrado vassalo, que praticara na campanha da Vacaria com o mestre de campo castelhano Don Fulano de tal, em tal ano etc.

Penetrou Pedro Leme os sertões que hoje são minas de Cuiabá, vencendo a navegação de rios caudalosos, com o precipício de altas cachoeiras, em cujas viagens deixou o seu valor por herança aos dois filhos, os perseguidos e infelizes João e Lourenço Leme, dos quais fazemos menção adiante."

Casou-se Pedro Leme da Silva com Domingas Gonçalves e dela deixou os 4 f.ºs seguintes:

3-1 João Leme da Silva

3- 2 Lourenço Leme da Silva

3-3 Antão Leme da Silva

3-4 Helena do Prado.
 
 

3-1 e 3-2 João Leme e Lourenço Leme (escreveu Taques) "fizeram várias entradas ao sertão a conquistar bárbaros gentios de diversas nações; com este exercício adquiriram grande prática da disciplina militar e conhecimento dos incultos sertões dos Rios Grandes chamados Paranãa, Ivahy, Paraguai e outros; e dos que hoje são navegados pelos que vão em canoas para as minas do Cuiabá. Eram temidos dos mesmos bárbaros principalmente dos índios Paiaguases; e capazes ambos da maior facção de guerra, se algum movimento então se intentasse contra os castelhanos daquelas regiões; porém degenerou este merecimento do valor em algumas extorsões e Insolências que executaram em diversas ocasiões."

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Omitimos aqui, por vir descrita em Tit. Garcias Velhos, a notícia histórica da descoberta das minas de Cuiabá pelo coronel Paschoal Moreira Cabral em 1719, e passamos a transcrever o que escreveu Pedro Taques sobre os irmãos Lemes.

"Estes, antes de passarem ao Cuiabá tinham obrado na vila de Itu o bárbaro atentado de tirarem com violência de casa de seus pais, para suas concubinas, as três donzelas filhas bastardas de João Cabral, e delas entregaram uma para o estupro a Domingos Leme, amigo e parente dos insultores. Não satisfeitos desta cruel violência roubaram ao mesmo Cabral uma filha de legítimo matrimônio para casar com Angelo Cardoso, a quem deram em dote os mesmos bens do agravado velho Cabral, tirados de seu poder contra a vontade e por força de armas. Deste desgosto enlouqueceu Cabral e perdeu logo a vida." V. 1.º pág. 386.

"Entre outras mortes que tinham executado foi a de Antonio Fernandes de Abreu, pessoa nobre descendente do honrado e famoso paulista o sargento-mor Antonio Fernandes de Abreu (1), que com este posto tinha obrado milagres de valor no terço do seu mestre de campo Domingos Jorge no sítio e conquista dos Palmares de Pernambuco em 1695, e destruição de 20.000 almas que dentro em si continha o sítio de Palmares, que governava o príncipe Zumbi, sendo governador general de Pernambuco Caetano de Mello e Castro. E já de antes tinha dado provas de seu valor na guerra e conquista dos bárbaros índios do sertão da Bahia em companhia de Estevão Ribeiro Bayão Parente, governador da dita guerra, com o exército de paulistas com que se embarcou no porto de Santos em Junho de 1671, conseguindo estas armas uma completa vitória contra os inimigos em 1672, e continuou a campanha até 1674."

Em conseqüência desses crimes, para fugirem à ação da justiça, entraram os irmãos Lemes para o sertão, e quando foram descobertas as minas de Cuiabá para lá se dirigiram em 1719. tornando-se potentados pelo seu séquito e pela fabulosa riqueza que adquiriram na mineração do ouro.

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(1) Antonio Fernandes de abreu, assassinado em 1717 pelos Lemes, foi f.° de Manoel Fernandes de Abreu, e sobrinho do sargento-mor Antonio Fernandes de Abreu, como escrevemos em Tit. Fernandes Povoadores.

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Aí ficaram até 1722, ano em que se recolheram a S. Paulo com muitas arrobas de ouro.

Continua Pedro Taques:

"Foram (os irmãos Lemes) recebidos do general Rodrigo Cesar de Menezes com todas as demonstrações de honras, que, liberal, sabia praticar com os seus súditos beneméritos. Era por este tempo muito estimado e privado do dito Cesar um Sebastião Fernandes do Rego, homem de negócio e de grandes máximas para saber conservar a sua introdução. Ele foi quem hospedou com grandeza aos Lemes na sua chegada a S. Paulo, contraindo por este modo com eles uma muito particular amizade. Com este trato de hospedagem praticaram ditos Lemes muitas ações de liberalidade ou de desperdício, repartindo grandes folhetas de ouro bruto com alguns magnatas da terra a arbítrio simulado do fingido amigo Sebastião Fernandes do Rego. Aos ditames deste se entregaram totalmente os dois irmãos Lemes, que, suposto eram pessoas da principal nobreza, contudo não tinham adorno algum de polícia e tratamento civil, e por isso, faltos de agudeza para penetrarem o orgulho alheio. Viram-se em S. Paulo estes Lemes aplaudidos e obsequiados cobrindo por então o segredo do tempo os crimes que tinham de algumas ações de despotismo que haviam obrado na vila de Itu, sua pátria, por cujos delitos se haviam retirado para o sertão antes de chegarem ao Cuiabá. Recolheram-se os Lemes para a vila de Itu, onde lhes chegaram as patentes que o Cesar, por via de Sebastião Fernandes do Rego, lhes remetera de provedor dos quintos das minas de Cuiabá a Lourenço Leme e a João Leme de mestre de campo regente. Estes irmãos tinham entregue o seu grande cabedal ao tal Sebastião Fernandes, de cujas fingidas palavras e simulada amizade se tinham capacitado para esperarem dele que mandasse vir um numeroso comboio de pretos e carregação de fazendas secas e gêneros comestíveis, para com este negócio embarcarem para o Cuiabá. Correu o tempo, e o Rego, premeditando o meio da ruína dos dois irmãos para se aproveitar melhor do grande cabedal que deles tinha recebido, concorrendo para a sua diabólica sugestão a oculta e intrínseca amizade que tinha com o desembargador Manoel de Mello Godinho Manso, ouvidor-geral e corregedor da comarca de S. Paulo,

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fez ressuscitar, para o castigo e confisco de bens, os delitos que tinham cometido os irmãos João e Lourenço Leme, culpas que tinham sido perdoadas pela clemência do rei D. João V. Do assassinado capitão Antonio Fernandes de Abreu ficou um filho do mesmo nome e apelido, que se retirou para as Minas Gerais, onde lhe chegaram as cartas de convite de Sebastião Fernandes do Rego, de quem aceitando os conselhos e a proteção, se pôs a caminho e chegou a S. Paulo a tempo que os dois irmãos Lemes se acharam em Itu esperando a carregação e o comboio dos fretes de que temos falado.

O dito Antonio Fernandes de Abreu denunciou perante o dr. corregedor Mello contra os Lemes, não só da morte feita a seu pai, mas também de todos os crimes que tinham, pelas suas insolências, executado na vila de Itu, antes de se retirarem para os sertões do Cuiabá. Nesta denúncia entrou também a morte, que no sítio do Camapuan tinha feito João Leme a um Carijó da sua administração por desconfianças de que tinha tratos ilícitos com uma sua concubina da mesma administração, a qual também foi morta; e com estes dois cúmplices, pela desconfiança de João Leme, perdeu a vida um rapaz pelos indícios de ser o terceiro neste ilícito trato. Antes de executadas estas três mortes, mandou ao padre Antonio Gil, presbítero secular de S. Pedro, que confessasse aos três desgraçados Carijós, o que, feito, foram mortos com tanta desumanidade, que o varão incurso na culpa do ciúme, foi primeiramente castrado e depois morto e esquartejado pelas próprias mãos de João Leme.

Também no sítio do Rio Pardo da navegação de Cuiabá obrigaram ao padre André dos Santos a que fosse ministro do Sacramento do matrimônio, recebendo uma filha bastarda de Lourenço Leme, com Domingos Fernandes, sem ser para esta ação legítimo pastor o mesmo padre, a quem seguravam, que tinham para isso permissão do revm.º vigário Manoel de Campos. Achando-se em Cuiabá o padre Francisco Justo, feito vigário por provisão do cabido, sede vacante do Rio de Janeiro, chegando a esta cidade o exm.º bispo Dom Frei Antonio de Guadalupe, proveu o padre Manoel de Campos, natural da vila de Itu, em vigário da igreja e da vara do Cuiabá,

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porém, chegando a estas minas, não lhe quis dar posse o seu antecessor padre Francisco Justo, com o néscio fundamento de que ainda não era findo o tempo da sua provisão, que lhe fora confiada em sede vacante; e o mesmo também anulou o casamento celebrado no Rio Pardo, e o aprovava o novo vigário Manoel de Campos. Este tinha em seu partido a amizade dos Lemes, e aquele a de alguns fregueses antigos moradores do Cuiabá. Seguiram-se discórdias entre os de um e outro séquito; os Lemes, porém, com o respeito de serem temidos e respeitados, decidiram a contenda com o estrondo das armas. Mandaram dar um tiro na casa do vigário o padre Francisco Justo, do qual ficou morto um camarada ou familiar, e ele, atendendo ao seu sossego para logo largou a igreja, embarcou e se retirou para S. Paulo. O novo vigário Manoel de Campos, com a jurisdição que tinha de vigário da vara, proveu a instâncias dos Lemes, a frei Florencio dos Anjos, carmelita calçado da província do Rio de Janeiro, em cura de almas dos moradores do arraial Velho (hoje se chama Casa da Telha) distante do Cuiabá quatorze dias. Esta verdade consta dos autos e processo das culpas de João e Lourenço Leme.

Provadas as culpas pela denúncia do queixoso Antonio Fernandes de Abreu, ordenou o desembargador Manoel de Mello Godinho Manso a prisão dos dois criminosos Lemes que se achavam na vila de Itu, descansando nos seguros que lhes tinha ministrado a lima do tempo. Como Sebastião Fernandes do Rego, sargento-mor das ordenanças de S. Paulo, tinha sido móvel para o castigo dos Lemes, concebendo na sua idéia que na destruição deles se podia aproveitar dos grandes cabedais de ouro que em si retinha, foi encarregado para cabo da conduta do corpo de uma multidão de soldados que da vila da Parnaíba e Sorocaba se lhe mandaram agregar para segurança da diligência. Chegou o Rego à vila de Itu (ficou disposta a balroada para a madrugada da noite daquele dia, com tanta cautela que emboscadas as tropas, não transpirou o movimento delas aos moradores da vila de Itu, muito menos aos dois Lemes) e apeando-se à porta dos seus na aparência amigos João e Lourenço Leme, foi deles recebidos com as demonstrações de alegria que costuma produzir a verdadeira amizade.

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Tratou-se do banquete para regalo do novo hóspede, e chegada a hora se puseram à mesa em que havia muita diversidade de iguarias e abundâncias de vinhos.

O fingido amigo, para segurar a diligência, quebrando as forças aos Lemes, repetia os brindes para os embriagar, mas eles não se deixaram vencer das demasias. Acabada a ceia, convidou o sono ao repouso; e quando o Rego reconheceu o silêncio, dele se aproveitou para ir ao cabide das armas e descarregá-las como tinha prometido aos oficiais e soldados da sua conduta para com maior ânimo darem o cerco na hora destinada. Chegou esta já quando a noite declinava para a madrugada, e o corpo das tropas pôs em cerco a casa cingida de diversos cordões pelo grande número de soldados. Ao estrondo de se arrombarem as portas acordaram os Lemes, e, conhecendo a traição, animosos com intrépida resolução, apagaram as luzes, ficando a casa totalmente às escuras. Nela estavam vários escravos e alguns familiares dos Lemes; e havendo lutas entre os que avançavam e os que resistiam, rompeu João Leme, saltando os muros do quintal, o cerco que estava desta parte; e Lourenço Leme pela porta da rua rompeu também por entre a multidão dos que se achavam nela e ambos conseguiram a liberdade sem dano contra tantas cargas de espingardas, que a um mesmo tempo se dispararam da parte do quintal e da rua; e só Lourenço Leme ficou levemente ferido com uma mão. Como se tinham levantado da cama em ceroulas e mangas de camisa, desta maneira conseguiram a liberdade, e marchando a pé e descalços, tomaram o rumo para o sítio de Araritaguaba, onde chegaram ao romper do dia, vencendo uma marcha de cinco léguas. Ficaram mortos cinco escravos e prisioneiros sete, e por despojo todas as armas, móveis e alfaias da casa.

Em Araritaguaba se puseram em armas os dois irmãos, e já constituídos régulos, mandaram tocar caixas e clarins. Nesta ação se detiveram dois dias, e, passados estes, se meteram ao mato com todos os sequazes, que lhe formavam corpo de armas. Fizeram picada pelo interior do sertão com tanta petulância, que deixaram um letreiro na entrada dela, que dizia:

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- Se o ouvidor aqui vier, este é o caminho. Tendo penetrado pela picada referida distância de meia légua de sertão, postaram ali com o corpo da comitiva, conservando sentinela avançada para que o aviso dela desse lugar para se ocultarem pelo centro do mesmo sertão. Neste estado se acharam quando chegou em pessoa o desembargador Mello com um grande troço de valorosos soldados, pelos quais mandou seguir a mesma trilha, e nesta diligência ficou morta a sentinela avançada que ainda teve tempo de dar vozes, a cujos ecos escaparam de ficar presos os dois irmãos, fugindo cada um por diverso rumo e só se aprisionaram vinte e tantas pessoas e se recolheram por despojo as armas que ali ficaram.

Passados alguns dias procurou João Leme o sítio e casa de sua madrinha, a viúva Maria de Chaves, a qual preocupada do temor de ficar incursa nas penas que por edital se tinha publicado para que pessoa alguma de qualquer qualidade ou sexo não desse agasalho aos facinorosos e régulos João e Lourenço Leme da Silva, mandou aviso ao desembargador corregedor, que não ficava muito distante do sítio e conservara ainda o corpo da tropa auxiliar com que tinha acometido ao mato. Neste intermédio tinha a pobre velha feito guisar o jantar para o descuidado afilhado, que ao tempo de principiar a comer foi a casa posta em cerco, porém João Leme, tirando forças da própria fraqueza, e ainda valoroso, rompeu o cerco e se lançou ao caudaloso rio Anhembi, em cujas margens existia o sítio de Maria de Chaves. Ao romper do cerco lhe dispararam uma carga de tiros de escopetas, e por oculta providência do céu não perdeu ali a vida, porque todo trespassado de balas passou a nado o dito rio, e saltou em terra da oposta margem, tão esgotado em sangue e desfalecido de força que ali mesmo o prenderam e foi conduzido com grande corpo de guarda para a vila de Itu.

Depois disto e passados trinta dias, estando Lourenço Leme da Silva oculto em uma casa deserta de José Cardoso, fundador e protetor da capela de N. Senhora da Penha de Araritaguaba, foi descoberto por peritos trilhadores, que batiam as matas na diligência da prisão que solicitavam, até que descobriram a Lourenço Leme que estava dormindo em a dita casa velha;

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e disparando-se a um tempo as escopetas, na mesma cama ficou morto; e o seu cadáver foi conduzido à vila de Itu, onde, na igreja do convento dos carmelitas se lhe deu sepultura (em 1723). Seu irmão João Leme da Silva foi remetido para a Bahia, onde mandou a relação do Estado fazer-lhe os autos sumários, e estando as culpas provadas, e não alegando ele réu coisa relevante em sua defesa, o condenou à morte, e foi degolado em alto cadafalso no ano de 1723; e foi condenado em seis mil cruzados para as despesas da relação, os quais logo se cobraram em S. Paulo pelo desembargador e ouvidor geral Manoel de Mello Godinho Manso. Acabou João Leme da Silva com demonstrações de um verdadeiro católico, e com muita consolação dos padres jesuítas, que lhe assistiram. O grande cabedal de arrobas de ouro, com que de Cuiabá chegaram a S. Paulo os dois infelizes irmãos João e Lourenço Leme, até agora se não sabe o seu consumo, porque estando entregue a Sebastião Fernandes do Rego, como temos referido, depois da prisão de um e morte de outro, se procedeu a seqüestro, porém jamais se descobriu o consumo dele. Este foi na verdade o fim dos dois tão afamados como temidos irmãos Lemes, cuja catástrofe pôs em contentamento aos moradores da vila de Cuiabá pela notícia que o capitão-general Rodrigo Cesar de Menezes, na monção do ano de 1723, participou em carta sua ao capitão-mor regente Fernando Dias Falcão e ao brigadeiro Antonio de Almeida Lara".

Casou-se João Leme da Silva em 1707 em Itu com Maria Bicudo f.ª de Jorge Moreira Velho(1) e de Luzia de Abreu. Tit. Godoys. Teve:

4-1 João Leme da Silva, falecido em Cuiabá.

4-2 Pedro Leme da Silva, falecido em Cuiabá.

4-3 Quiteria Leme da Silva casada 1.º com João Diniz e 2.ª vez no Rio de Janeiro com Antonio de Miranda. Sem geração.

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(1) É o que reza o assento do casamento, e não como escreveu Pedro Taques, f.ª de Manoel Fernandes, que era avô materno de Maria Bicudo.

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Lourenço Leme da Silva n.º 3-2 casou-se em 1717 em Itu com Gertrudes de Almeida Campos f.ª de Thomé de Lara e de sua 2.ª mulher Maria de Campos. Sem geração.

3-3 Antão Leme da Silva, f.° de Pedro Leme, o torto, casou-se com Maria Corrêa Ribeiro, viúva de Antonio de Arruda Botelho, f.ª de Serafino Corrêa Ribeiro e de Maria Leme. Foi morador nas minas de Cuiabá onde foi provido pelo capitão-general Rodrigo Cesar de Menezes no posto de mestre de campo do regimento de auxiliares daquelas minas e regente delas, onde também foi ouvidor pela ordenação. Teve os 5 f.°s:

4-1 Domingas Leme da Silva, que casou em 1730 com o capitão Salvador Martins Bonilha. Sem geração.

4-2 Francisco Leme, falecido em Cuiabá.

4-3 Maria Leme casada em 1724 em Itu com Francisco Bueno de Sá f.° de Bartholomeu Bueno de Moraes e de Angela de Azevedo Sá, de S. Paulo. Sem geração.

4-4 Pedro Leme da Silva casou-se com ... f.ª de Manoel Fernandes Moreira e de Maria Domingues. Tit. Godoys. Sem geração.

4-5 Serafino Corrêa faleceu em Cuiabá.

3-4 Helena do Prado.
2-2 Francisco Leme da Silva, f.° do capitão Domingos Leme § 5.º, casou-se em Itu com Izabel de Anhaya, f.ª de Sebastião Pedroso Bayam e de sua 2.ª mulher Florencia Corrêa. Teve pelo inventário de Izabel de Anhaya em 1712 (C. O. de S. Paulo) os 7 f.ºs seguintes: 3-1 Francisco Leme da Silva casado em 1728 em Itu com Clara de Miranda f.ª de Antonio Pedroso de Alvarenga e de Izabel de Freitas. Teve q. d.: 4-1 Maria Leme casada em 1754 em Itu com Francisco Xavier Bicudo filho de Domingos da Silva Falcão e de Francisca Bicudo, de Parnaíba.

4-2 Leonor Leme da Silva casada em 1773 em Itu com José Cardoso Coutinho filho de Manoel Cardoso Coutinho e de Paschoa Gonçalves.

3-2 Salvador Esteves Leme, f.° de 2-2, casou-se em 1705 em Taubaté com Luzia Rodrigues f.ª de João Delgado de Escobar e de Antonia Furtado. Foi morador nos campos de Goitacazes.

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3-3 Antonio Leme da Silva, f.° de 2-2, casou-se- em 1704 em Itu com Anna de Freitas, filha de João de Freitas e de Clara de Miranda. Tit. Freitas. Teve:

4-1 Manoel da Silva Leme casado com Maria Ribeiro de Proença filha de José Ribeiro da Costa e de Simôa de Proença. Tit. Bicudos. Teve q. d.: 5-1 Ursula Joanna casada em 1766 em Itu com Hyppolito Pires de Siqueira, filho de Domingos Pires e de Ignez Dias de Siqueira.

5-2 Vicente Leme da Silva casado em 1775 em Itu com Vicencia Pedroso f.ª de Manoel Machado Barreto e de Anna Maria Corrêa. Tit. Alvarengas Cap. 5.° § 2.°, 2-4, 3-2, 4-3.

5-3 Francisco Xavier da Silva foi casado 2.ª vez com Maria Nunes em 1775 em Itu f.ª de João Leme de Siqueira e de Maria de Godoy Pimentel; 1.ª vez casou-se com Maria Fernandes Diniz; e 3.ª vez com Anna Pires de Godoy, filha de João Francisco Mendes e de Sebastiana Ribeiro de Godoy. Teve q. d.da 2.ª mulher Maria Nunes:

6-1 João Paulo Xavier, habil. de genere 5-4 Sebastião Leme, f.º de 4-1 supra, casou-se com Anna Machado f.ª de Gaspar Machado Barreto e de Joanna Nunes de Siqueira. Tit. Alvarengas. Teve q. d.: 6-1 Anna Maria casada em 1784 em Itu com Manoel Pires Bicudo, de Parnaíba, f.° de Sebastião Bicudo e de Maria Pires.

6-2 Floriano Leite casado em 1788 em Itu com Marianna Emerenciana f.ª de Miguel Pereira Vaz e de Anna de Lima, n. p. de Antonio Vaz (de Mogi das Cruzes) e de Antonia Pereira, n. m. de Sebastião Corrêa e de Escholastica Paes, de Itu.

6-3 Custodia Leme casada em 1799 em Itu com Custodio José f.° de Vicente Ribeiro da Silva e de Izabel de Godoy.

4-2 Izabel de Anhaya, f.ª de 3-3 supra, foi casada com Diogo de Rocha, natural de Braga. Teve q. d.:

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5-1 Antonio Leme da Silva casa do em 1765 em Itu com Josepha Corrêa f.ª de Manoel Machado Barreto e de Anna Maria Corrêa. Tit. Alvarengas.

5-2 Gertrudes Leite casada em 1770 em Itu com Ignacio Alvares de Lima f.° de Pedro de Almeida Leme e de Maria Alvares de Lima. Tit. Godoys Cap. 6.º § 7.° n.º 2-1, 3-1, 4-4.

4-3 João Leme da Silva, f.º de 3-1, foi casado com Joanna do Prado f.ª de João do Prado Leme e de Maria de Oliveira, de Araçariguama. Teve: 5-1 Gertrudes Leme do Prado casada em 1770 em Itu com Elias Borges Diniz f.° de Christovão Diniz da Costa e de Theresa de Jesus. Tit. Bicudos.

5-2 Manoel Leme do Prado casado em 1773 em Itu com Maria Leite, natural de Atibaia, f.ª de Francisco de Pontes e de Escholastica Leite, n. m. de Antonio Leite.

3-4 Braz Esteves Leme, f.º de 2-2, casou em Pouso Alto com Anna Maria da Silva. Teve q. d.: 4-1 Capitão Francisco Leme da Silva casado em 1748 em Guaratinguetá com Maria Leme do Rosario f.ª de Francisco Rodrigues Coura e de Lucrecia Leme Rangel. Tit. Raposos Góes. Teve q. d.: 5-1 Thomé Leme da Silva casado em 1805 em Nazareth com Escholastica Maria f.ª do capitão Manoel de Oliveira Franco e de sua 1.ª mulher Maria Gertrudes de Jesus. Tit. Martins Bonilhas. Teve pelo inventário de Escholastica Maria (C. O. Atibaia) os 5 f.°s seguintes, naturais de Nazareth: 6-1 Ludovina, com 13 anos de idade em 1820.

6- Maria

6-3 Anna

6-4 Bento

6-5 Anna Jesuina estava casada com Antonio de Almeida Passos (f.° de Manoel de Almeida Passos e de Senhorinha Aquilina).

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4-2 Antonio Leme da Silva, natural de Pouso Alto - Minas, casou-se em 1750 em Itu com Catharina Leme de Godoy, f.ª de José Leme do Prado e de Maria de Frias Taveira. Tit. Godoys. Teve, pelo inventário de Catharina Leme, os 5 f.ºs seguintes:

5-1 Anna Leme de Godoy casada em 1778 em Itu com João Soares de Siqueira, viúvo de Anna Moreira, f.° de Antonio Luiz Peixoto e de Rosa Maria. Tit. Dultras Machados e Macieis.

5-2 Maria Leme casada em 1784 em Itu com João Soares f.º de João Soares de Siqueira e 1.ª mulher Anna Moreira, do n.° precedente. Tit. Dultras Machados.

5-3 Joaquim

5-4 Leopoldo, em 1766 era soldado voluntário.

5-5 Antonio, em 1766 era soldado voluntário.

4-3 João Leme da Silva, natural de Pouso Alto, casou-se em 1752 em Itu com Anna Martins f.ª de Antonio Martins Freitas † e de Maria de Lima.
3-5 Capitão José Leme da Silva, f.° de Francisco Leme n.° 2-2, foi casado em Pitanguy com sua parenta Gertrudes de Siqueira de Moraes f.ª de Manoel Preto Rodrigues e de Francisca de Siqueira de Moraes. Teve f.ª: 4-1 Liberata Leme que morava em Mogi-mirim. 3-6 Maria Leme, f.ª de 2-2, casou-se em 1705 em Itu com o capitão Francisco de Almeida Lara, f.° de João Pires Rodrigues e de Branca de Almeida. Faleceu em 1771 em Itu com 80 anos. V. 2.° pág. 172. Com geração aí.

3-7 Francisca Leme casou-se com Balthazar de Quadros de Godoy f.º de Manoel Velho de Godoy e de Estephania de Quadros. Tit. Godoys.

2-3 Domingos Leme da Silva, f.° do § 5.°, casou-se com Maria Cordeiro de Almada f.ª de Domingos Cordeiro Paiva e de Suzana de Almada, n. p. de Pedro de Oliveira e de Francisca Cordeiro, n. m. de João Borralho de Almada e de Maria de Proença, de S. Sebastião. Suzana de Almada foi irmã do capitão-mor João Borralho de Almada que casou em Parnaíba com Maria Leme de Alvarenga f.ª de Antonio Bicudo de Brito e de Maria Leme de Alvarenga. Teve Domingos Leme n.º 2-3 os 4 f.ºs seguintes, naturais de Jundiaí (Tit. Cordeiros Paivas):

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3-1 Domingos Leme da Silva (o Botuca), falecido em 1729 em Cuiabá, foi casado com Maria Soares f.ª do capitão Antonio Fernandes de Abreu (o assassinado pelos irmãos João e Lourenço Leme) e de Anna Maria Soares. Tit. Fernandes Povoadores. Sem geração.

3-2 Maria Leme da Silva casou-se em 1699 em Itu com José Martins de Araujo, coronel das minas do Caeté, natural de Braga, f.° de Francisco de Barros e de Maria Martins. Teve os 4 f.°s seguintes:

4-1 Frei José Martins da Candelaria - carmelita.

4-2 Domingos Leme da Silva, falecido solteiro.

4-3 Antonio Leme de Araujo, faleceu solteiro na Bahia.

4-4 João Martins Barros, coronel, foi o fundador do presídio de Iguatemy, faleceu em 1773 e foi inventariado em Itu (C. O. Itu). Não foi casado, porem deixou um f.° natural:

5-1 José
3-3 Maria Leme do Prado, f.ª de 2-3 supra, casou-se em 1704 em Itu com Antonio de Oliveira Pedroso f.º de Thomaz Mendes Barbosa e de Lucrecia Pedroso. Mudaram-se de Itu para as minas de Cuiabá onde faleceram deixando geração entre outros (Tit. Borges de Cerqueira): 4-1 Domingos Leme da Silva casado com ...
2-4 Antonio Leme da Silva, f.° do § 5.º, faleceu solteiro em 1728 em Itu.

2-5 José Leme, f.º do § 5.º, casou-se em 1687 em Itu com Margarida Ribeiro f.ª do capitão Lourenço Corrêa Ribeiro e de Maria Pereira de Azevedo. Tit. Almeidas Castanhos.

2-6 Um f.º, já falecido em 1684.

2-7 Izabel Cardoso, f.ª do § 5.º, foi a 1.ª mulher de Bartholomeu Bueno, o Anhanguera, f.° Francisco Bueno e de Filippa Vaz. Com geração no V. 1.º pág. 504.

2-8 Maria Leme da Silva, f.ª do 5.º, casou-se com o alcaide-mor Jacintho Moreira Cabral f.° de Pedro Alvares Cabral e de Sebastiana Fernandes. Tit. Garcias Velhos.

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2-9 Helena do Prado, f.ª do § 5.º e 1.ª mulher, faleceu em 1707 em Itu, e foi casada com Pedro Vaz Rattam, de Évora, f.º de Belchior Vaz Rattam e de Maria de ... Teve os 6 f.ºs seguintes:

3-1 Anna Leme do Prado, que casou em 1709 em Itu com Manoel Martins da Cunha, natural de Vila Cova, termo, de Barcelos, f.º de Pedro Martins e de Maria Gonçalves. Faleceu Anna Leme em 1724 em Mogi das Cruzes e seu marido passou a 2.ªs núpcias com Joanna Soares de Siqueira e faleceu no posto de tenente-coronel em 1757 em Jacareí. Teve Anna Leme os 3 f.ºs seguintes: 4-1 Maria Leme do Prado casada em 1739 em Jacareí com o capitão Mathias da Costa Lima, natural de Portugal, falecido em 1765 e teve (C. O. Jacareí) os 3 f.°s: 5-1 José da Costa Lima casado com Domingas Ribeiro Leme f.ª de Domingos Bicudo de Brito e de Joanna Nunes. Teve q. d.: 6-1 Custodia Ribeiro Leme casada em 1783 em Jacareí com Manoel Joaquim de Toledo f.° de José Corrêa de Toledo e de Apollonia da Silva Reis. Tit. Jorges Velhos. 5-2 Miguel, solteiro.

5-3 Maria Leme do Prado casada em 1762 em Jacareí com o capitão-mor Lourenço Bicudo da Brito, falecido em 1791 na mesma vila, f.° de Domingos Bicudo de Brito e de Joanna Nunes. Com geração em Tit. Bicudos.

4-2 Manoel Martins do Prado, f.° de Anna Leme n.° 3-1, estava casado com ...

4-3 Francisco, falecido.

3-2 Maria Vaz, f.ª de Helena do Prado n.° 2-9, foi casada com Antonio Lobo e teve 3 f.ºs: 4-1 Manoel Antunes Lobo casado em 1737 em Itu com Maria de Almeida f.ª de José Diniz da Costa. Tit. Quadros. Faleceu em 1746 em Araritaguaba, sem geração.

4-2 Apollonia Vaz casada com Clemente Alves. Teve 2 f.ºs:

5-1 Antonio, solteiro em Itu.

5-2 Clemente, solteiro em Itu.

4-3 ... falecido sem geração.

Pág. 258

3-3 Francisca Vaz Cardoso casou-se em 1701 em Itu com Miguel Coelho de Sousa, natural de Portugal. Teve q. d. naturais das Minas Gerais: 4-1 Caetano de Sousa Leme casado em Itu com Maria Nogueira f.ª de Luiz Nogueira e de sua 2.ª mulher Maria Pires de Godoy. Tit. Borges de Cerqueira. Teve q. d.: 5-1 José Nogueira Leme casado em 1774 em Itu com Gertrudes Leite da Silva f.ª de Amador Bueno de Camargo e de Liberata Leme de Miranda. V. 1.° pág. 415.

5-2 Maria Leme casada em 1776 em Itu com Antonio Dias de Mattos, viúvo de Josepha Rodrigues, f.° de Manoel Dias e de Maria de Mendonça.

5-3 Arma Leme casada 1.° com Antonio de Andrade e 2.ª vez em 1780 em Itu com Antonio Soares da Costa, f.º do capitão do mesmo nome e de Maria de Jesus, por esta neto de Pedro Gonçalves Netto e de Paschoa Catharina de Barros. Tit. Pedrosos Barros.

5-4 Ignacio Cardoso casado em 1790 em Itu com Maria Xavier, de Araçariguama, f.ª de Miguel Teixeira e de Maria Xavier, n. p. de Sebastião Teixeira, de Cananéa, e de Anna da Costa, da Conceição dos Guarulhos, n. m. de Manoel Nunes Bezerra, de Parnaíba, e de Anna de Oliveira, da mesma vila.

5-5 Antonio Leme casado em 1800 em Itu com Custodia Maria Dias f.ª de Ignacio Corrêa de S. Paio e de Anna Dias de Carvalho. Tit. Almeidas Castanhos Cap. 2.° § 4.° n.° 2-1, 3-6, 4-11.

4-2 Antonio Coelho de Sousa, falecido em 1800 em Porto Feliz, foi casado com Theresa Ribeiro de Jesus. Teve f.ª única: 5-1 Francisca Vaz Cardoso.
3-4 Isabel Lopes do Prado, f.ª de 2-9, casou-se em 1708 em Itu com Antonio da Costa Cintra, natural de Portugal, f.° de outro do mesmo e de Maria Gonçalves. Teve:
Pág. 259
4-1 Ignacio da Costa Cintra que casou em S. Paulo com Marianna Leme da Silva f.ª do capitão Antonio Vaz Pinto e de Marianna Leme da Silva, n. p. do capitão Manoel Pinto Ribeiro e de Maria de Moraes Pedroso. Tit. Freitas. Faleceu Ignacio da Costa Cintra em 1776 e teve: 5-1 Anna Maria Xavier casada em 1770 em S. Paulo com Francisco Xavier da Silva f.° de Manoel Jorge da Silva e de Maria Ribeiro Dias. Teve q. d.: 6-1 Joanna, batizada em Atibaia.

6-2 Escholastica, batizada em Atibaia.

5-2 Antonio Xavier Vaz

5-3 Alferes Manoel José da Costa Cintra casado em 1775 em S. Paulo com Anna Esmeria f.ª de Antonio de Freitas de Toledo e de sua 2.ª mulher Ignacia Maria de Toledo. Tit. Toledos Pizas. Teve q. d.:

6-1 Ignacia Manoela de Toledo casada em 1793 em S. Paulo com o capitão Bernardo José Leite Penteado f.° de Francisco Rodrigues Penteado e de Thomazia de Almeida. Com geração em Tit. Penteados. 5-4 Maria Florinda do Pilar casada em 1775 em S. Paulo com Francisco da Fonseca Leitão f.° de Antonio de Freitas de Toledo e 1.ª mulher Ignacia de Siqueira Paes. Tit. Toledos Pizas. Com geração.

5-5 Joaquim José da Silva, † solteiro em Bragança em 1830.

5-6 Lucrecia Leme da Silva

5-7 Escholastica Maria da Luz, f.ª de 4-1, foi a 1.ª mulher de Angelo de Sousa Brito. Tit. Moraes. Sem geração.

5-8 Barbara Leme da Silva casou-se em 1784 em S. Paulo com o capitão José Francisco de Mattos, falecido em 1831, f.º do capitão Bento José de Salles e de sua mulher Anna Maria de Heyró Com geração em Tit. Macieis.

5-9 Fernando José Dias Paes casado em 1794 em Nazareth com Maria Fernandes Blandina, de Sorocaba, f.ª de Domingos Fernandes Granja, de Portugal, e de Marianna Casado Villas Boas, por esta neta de José Casado Villas Boas e de Catharina de Moraes da Fonseca, neste V. à pág. 117: É o major Fernandão que faleceu em Bragança em avançada idade.

Pág. 260

5-10 Padre Ignacio da Costa Cintra que foi vigário de Bragança na 1.ª parte do século 19.°

4-2 ...
3-5 Pedro Vaz Rattam, f.º de Helena do Prado n.° 2-9, casou-se em 1707 em Itu com Maria Antunes Maciel f.ª de Manoel Antunes Lobo e de Maria Pedroso. Teve q. d.: 4-1 Luzia Antunes Lobo casada em 1727 em Itu com Salvador Ribeiro da Silva f.° de Accenso Ribeiro e de Helena Dias, de Santo Amaro.

4-2 Francisco Xavier de Salles casado com Maria de Anhaya Lobo f.ª de Manoel da Rocha e de Francisca de Anhaya. Teve q. d.:

5-1 Antão Leme da Silva casado em 1783 em Araritaguaba com Anna de Arruda Botelho f.° de Miguel de Arruda e de Rita. Ribeiro.

5-2 Escholastica Maria casada em 1781 em Araritaguaba com Pedro José Ponce f.° de Pedro da Fonseca de Oliveira e de Maria Francisca da Silva. Tit. Fernandes Povoadores.

5-3 Francisco Leme casado em 1789 em Araritaguaba com Anna Maria f.ª de Estevão Pereira e de Francisca de Almeida.

5-4 José de Anhaya casado em 1794 em Araritaguaba com Maria Gertrudes f.ª de Guilherme do Prado e de Anna da Conceição, n. p. de José do Prado e de Isabel de Proença.

5-5 Pedro Vaz casado em 1797 na freguesia supra com Francisca de Almeida.

5-6 Vicente Ferreira casado em 1798 na mesma localidade com Francisca de Paula f.ª de Manoel do Marins Peixoto, de Parnaíba, e de Maria dos Santos, por esta neta de João Rodrigues Bicudo e de Maria Leme de Zunega.

5-7 Anna da Costa casada em 1800 na então vila de Porto Feliz com Bartholomeu de Campos f.º de João ... e de Theresa Maria.

Pág. 261

5-8 Ignacio Francisco da Rocha casado em 1810 em Porto Feliz com Francisca Maria de Siqueira, f.ª de Bento Dias da Silva e de Anna Maria, n. p. de Bartholomeu Domingos e de Domingas Maria.

4-3 Domingos Leme da Silva; f.° de -3-5 supra, foi casado com Isabel de Sant'Anna f.ª de José do Prado e de Isabel de Proença. Teve q. d.: 5-1 Isabel Maria casada em 1784 em Araritaguaba com José Pereira Machado f.° de outro de igual nome e de Ignacia Moreira.

5-2 Domingos Leme da Silva, casado em 1786 em Araritaguaba com Maria Antonia de Arruda f.ª de Antonio Moreira e de Luzia Barbosa. Teve q. d.:

6-1 Flora Maria casada em 1815 em Porto Feliz com Antonio José de Sant'Anna, natural de Piracicaba, f.º de Antonio Rodrigues de Campos e de Maria Paes.

6-2 Anna Flora casada em 1818 em Porto Feliz com Salvador de Almeida f.º de Bento José de Barros e de Francisca de Paula.

5-3 Francisca de Paula casada em 1789 em Araritaguaba com Ignacio Alvares de Siqueira, de Atibaia, viúvo de Ignacia de Camargo.
3-6 Josepha do Prado, f.ª de 2-9, casou-se em 1717 em Itu com João Antunes Lobo f.° de Manoel Antunes Lobo do n.° 3-5 supra.
2-10 Domingos Leme da Silva, f.º do § 5.° e 2.ª mulher, casou-se em 1697 em Itu com Anna da Cunha Maciel f.ª de João Alvares Maciel e de Maria da Cunha. Sem geração.

2-11 ... f.º último do § 5.°, já era falecido em 1684.
 
 

§ 6.º

1-6 Aleixo. Pedro Taques escreveu ser Aleixo Leme dos Reis, porém enganou-se, porque este foi f.° de Braz Leme e de Isabel Leme de Freitas, n. p. de Aleixo Leme Cap. 3.° adiante.

Se Pedro Leme Cap. 1.° teve algum f.º Aleixo, nós não descobrimos o seu estado.

Pág. 262

§ 7.º

1-7 João Leme do Prado, f.º do Cap. 1 ° (confundido por Pedro Taques com o n.º 2-1 do § 4.° deste Cap.) foi casado com Anna Maria Ribeiro f.ª de Raphael de Oliveira (o moço) e de Maria Ribeiro. Tit. Hortas. Faleceu João Leme do Prado com seu testamento em 1677 em Jundiaí, de onde tiramos os seguintes filhos(1):

2-1 Anna Maria Ribeiro

2-2 Marianna do Prado

2-3 Filippa do Prado

2-4 Lucrecia Leme do Prado

2-5 Joanna do Prado

2-6 Matheus

2-7 Antonio Leme do Prado

2-8 Paschoal Leme

2-9 Helena do Prado

2-10 Maria Ribeiro

2-1 Anna Maria Ribeiro estava já casada em 1677 com Antonio Pinheiro.

2-2 Marianna do Prado estava casada com o sargento-mor Antonio Affonso Vidal f.º de Gaspar Affonso e de Domingas Antunes. Tit. Pretos.

2-3 Filippa do Prado

2-4 Lucrecia Leme do Prado estava casada com Paschoal Dias Rodrigues.

2-5 Joanna do Prado, inventariada em 1714 em Jundiaí, foi a 1.ª mulher de Custodio Malio de Siqueira f.° de Francisco de Sousa e de Victoria Pinto, de Santos. Teve (C. O. de Jundiaí) 2 f.ºs:

3-1 Joanna de Sousa do Prado

3-2 Francisco de Sousa

2-6 Matheus

2-7 Antonio Leme do Prado, de Jundiaí, (cremos) foi 1.° casado com Leonor de Siqueira f.ª de Manoel Rodrigues de Moraes e de Francisca de Siqueira Baruel; segunda tez casou-se em 1698 em Parnaíba com Maria do Prado f.ª de Filippe de Abreu e de Domingas de Lima do Prado. Teve da 1.ª geração em Tit. Moraes. Da 2.ª q. d.:

____________________

(1) Pedro Taques, baseado nas memórias de Jundiaí, descreveu erradamente como filhos nomes que não estão no testamento.

Pág. 263

3-1 Anna Maria Ribeiro do Prado casada com José Pereira de Alvarenga f.° de João de Siqueira de Alvarenga e de Izabel Pereira. Com geração em Tit. Prados Cap. 6.° § 1.° 2-1, 3-7. 2-8 Paschoal Leme e três outros irmãos faleceram no sertão antes de 1677.

2-9 Helena do Prado, falecida em 1713 em Jundiaí, foi 1.° casada com Manoel Peres Calhamares, falecido em 1668 nessa mesma vila, f ° de Gaspar Affonso Vidal e de Domingas Antunes, V. 1.° pág. 12, n. m. de Manoel Antunes e de Innocencia Rodrigues, em. Tit. Pretos Cap. 6.° § 1.°, 2-2; 2.ª vez casou Helena do Prado com Francisco Fernandes Louro, † em 1684 em Jundiaí, e teve (C. O. de Jundiaí):

Do 1.º marido 4 f.ºs:

3-1 Domingas Antunes

3-2 Maria Affonso, solteira.

3-3 Izabel Leme

3-4 Manoel Peres.

Do 2.º marido 6 f.°s: 3-5 Salvador Fernandes Louro

3-6 João Leme Louro

3-7 Braz Esteves Leme

3-8 Pedro Leme do Prado

3-9 Simão Leme da Silva

3-10 Francisco Fernandes Louro

3-1 Domingas Antunes, f.ª de 2-9 supra, em 1713 era viúva de Luiz do Amaral, natural de Setúbal, o qual foi 1.° casado com Maria de Saavedra f.ª de Constantino de Saavedra, em Tit. Saavedras. Teve de Luiz do Amaral as 3 f.ªs seguintes: 4-1 Luiza

4-2 Helena

4-3 Maria

3-2 Maria Affonso, f.ª de 2-9, faleceu solteira.

3-3 Izabel Leme, faleceu solteira.

3-4 Manoel Peres Calhamares casou-se em 1709 (C. Ec. de S. Paulo) com Maria de Siqueira f.ª de Pedro da Silva e de Maria de Siqueira, por esta neta de Alberto de Oliveira d'Horta e de Sebastiana da Rocha. Tit. Hortas Cap. 2.° § 2.°, 2-10.

3-5 Salvador Fernandes Louro, f.° de 2-9 e 2.º marido, faleceu em 1744 em Jundiaí, e foi casado com Theresa de Moraes f.ª de Manoel Rodrigues de Moraes e de Francisca de Siqueira (Tit. Moraes). Teve (C. O. de Jundiaí) 8 f.ºs:

Pág. 264

4-1 Manoel de Moraes Leme

4-2 Salvador Fernandes Louro

4-3 João de Moraes da Silva

4-4 Francisco Fernandes Louro

4-5 Antonio de Moraes da Silva

4-6 Gracia de Moraes casada com Ignacio Gonçalves

4-7 Maria Lourença de Moraes casada com Antonio Serafim do Amaral,

4-8 Theresa de Moraes casou-se em 1746 (C. Ec. de S. Paulo) com Manoel Fernandes, natural da Ilha da Madeira.

3-6 João Leme Louro, falecido em 1734 em Jundiaí, foi casado com Sebastiana da Rocha. Teve (C. O. de S. Paulo) 4 f.ºs: 4-1 Matheus Leme do Prado

4-2 Francisco Fernandes Louro

4-3 Maria Leme do Prado

4-4 Francisca de Siqueira Leme

3-7 Braz Esteves Leme foi casado com Maria Ribeiro de Azevedo f.ª de Antonio Ribeiro de Azevedo e de Maria de Oliveira d'Horta, por esta neta de José de Oliveira d'Horta e de Maria Luiz. Tit. Hortas Cap. 2.° § 4.º, 2-4. Teve q. d.: 4-1 Helena do Prado da Silva casada com Alberto de Oliveira Lima f.° de Domingos Barreto de Lima e de Anna da Rocha de Oliveira. Tit. Cubas Cap. 1.º § 1.°, com geração.

4-2 salvador Ribeiro Preto casado em 1741 (C. Ec. de S. Paulo) com Izabel Cubas Bueno f.ª de João Pinto Guedes e de Francisca Cubas Chassim. Tit. Chassins.

3-8 Pedro Leme do Prado casado com Maria de Oliveira. Teve q. d.: 4-1 Maria de Oliveira casada em 1719 em Parnaíba com Ignacio da Silva Sardinha f.° de Gaspar Sardinha de Aguiar e de Anna Maria de Louvera. V. 1.° pág. 76. 3-9 Simão Leme da Silva, falecido em 1739 em Jundiaí, foi casado com Ursula Nogueira do Amaral f.ª de Domingos Fernandes Gigante e de Joanna do Amaral. Tit. Saavedras. Teve 2 f.ºs:

Pág. 265

4-1 Joanna Leme da Silva casada com José Martins Gutierres.

4-2 Francisco Leme da Silva casou-se em 1760 em Atibaia com Francisca de Godoy Moreira f.ª de Antonio de Siqueira de Alvarenga e de Maria Soares de Godoy.

3-10 Francisco Fernandes Louro, último f.º de 2-9 retro, casou-se com ...
 
 

2-10 Maria Ribeiro, última f.ª do § 7.°, foi casada com Jeronimo Dias Cortes, e teve q. d.:

3-1 Jeronimo Dias Cortes (o moço) falecido em 1722, casado com Anna Pedroso Ribeiro. Teve: 4-1 João Leme do Prado casado em 1726 em Itu com Maria Antunes f.ª de João Alvares da Cruz e de Luzia de Abreu.

4-2 Jeronimo Dias Cortes casado em 1725 em Itu com Maria Leme da Veiga f.ª de Gabriel Ponce de Leon e de Maria Leme da Veiga. Tit. Fernandes Povoadores.

4-3 Antonio

4-4 Maria
 
 

§ 8.º

1-8 Helena do Prado, f.ª do Cap. 1.°, casou-se em 1638 em S. Paulo com Pedro de Góes Raposo f.° de Antonio Raposo, cavaleiro, natural de Beja, e de Izabel de Góes. Tit. Raposos Góes.
 
 

§ 9.º

1-9 Filippa do Prado, última f.ª do Cap. 1.°, foi casada com João de Santa Maria, secretário de dom Francisco de Sousa governador geral do Brasil em 1699. Teve: 2-1 Joanna do Prado

2-2 Marianna do Prado

2-3 Helena do Prado

2-4 Pedro de Leão Santa Diana

2-5 Antonio do Prado Santa Maria

2-6 Domingos Leme da Silva

2-7 João do Prado Santa Maria

2-8 D...

2-1 Joanna do Prado (omitida por Pedro Taques) foi casada com João da Costa, e teve q. d.:

Pág. 266

3-1 Izabel da Costa Santa Maria que foi casada com o capitão Lourenço Franco Viegas, irmão de João Franco Viegas, que foi casado com Bernarda Luiz, cuja descendência vem descrita no V. 1.º pág. 436.

O capitão Lourenço Franco Viegas, falecido em 1700 em S. Paulo, era natural da vila de Portel, comarca de Évora, Portugal, f.° de Lourenço Franco Viegas e de Francisco Coitado, e serviu honrosos cargos em S. Paulo onde foi juiz ordinário e mereceu uma carta firmada pelo punho do rei em que este lhe agradecia os serviços prestados em S. Paulo.

Foi um distinto militar e deixou em seu testamento uma relação dos serviços que prestou na milícia, os quais conferem com as fés de ofício e são os seguintes:

"Em Mourão, Vila Nova de Alfreno, em Monsaraz serviu na companhia do capitão Luiz Espinolla; depois passou a Elvas com o capitão-general André de Albuquerque e se achou na tomada do forte da Telena em a batalha que houve na ribeira do Guadiana. Depois passou a socorrer Campo Maior. Veio ao Brasil à cidade da Bahia, onde serviu no terço do Estrater na companhia do capitão Fernão Telles de Menezes, de quem foi alferes. Voltou ao reino e serviu na companhia geral em posto de alferes do capitão de mar e guerra André Ferreira. Em tempo do general Pedro Jaques de Magalhães, quando se tomou Pernambuco, foi mandado com um prego de S. Majestade ao mestre de campo general Francisco Barreto. Serviu nesta guerra até se vencer a restauração de Pernambuco do poder do inimigo holandês. Tornou a passar ao reino na companhia do mesmo capitão Fernão Telles de Menezes Em Alentejo serviu no posto de alferes do capitão João Gomes Catanha do terço de Manoel Velho da Fonseca, e o mesmo Lourenço Franco governou a dita companhia de Catanha todo o tempo que o exército esteve em Badajoz. Achou-se na batalha de S. Miguel, sítio de Elvas, com o general D. Sancho Manoel. Em Lisboa serviu no terço de Luiz Lourenço de Tavora. Voltou ao Brasil e casou em S. Paulo, onde foi juiz ordinário" (Pedro Toques - Nob. Paulistana).

Pág. 267
Teve de seu casamento com Izabel da Costa Santa Maria, 8 filhos que são (C. O. de S. Paulo): 4-1 João Franco Viegas

4-2 Catharina Franco do Prado

4-3 Lourenço Franco do Prado

4-4 Joanna Franco

4-5 Ignez Franco

4-6 Izabel Franco Viegas

4-7 Maria Franco do Prado

4-8 Josepha Franco do Prado

4-1 João Franco Viegas, a quem seu pai instituiu como herdeiro de seus grandes serviços, deixou amortecer os merecimentos de seu pai, como paulista que era, contentando-se só com a glória de ser filho de um pai que tanto se distinguiu no real serviço. Não descobrimos nem seu estado nem descendência.

4-2 Catharina Franco do Prado faleceu em 1750 na vila de S. João de Atibaia, em cuja matriz foi sepultada. Foi casada duas vezes, a 1.ª com o coronel Antonio da Rocha Pimentel f.° de Pedro da Rocha Pimentel e de Leonor Domingues de Camargo, com geração no V. 1.º pág. 516; segunda vez casou-se com o capitão Ignacio de Siqueira Ferrão, viúvo de Catharina Pereira, filho de João de Siqueira Ferrão, natural de Portugal, e de Anna Maria de Siqueira. Com geração à pág. 48 deste V. 2.º.

4-3 Capitão Lourenço Franco do Prado, f.° do capitão Lourenço Franco Viegas e de Isabel da Costa Santa Maria n.° 3-1 retro, foi por algum tempo morador nas minas de Pitanguy logo depois de sua descoberta, sendo eleito juiz na época de sua elevação a vila. Faleceu na Conceição dos Guarulhos em 1772 na avançada idade de 91 anos, e foi casado duas vezes: a 1.ª com Anna Peres Pedroso f.ª de Domingos Pedroso e de Maria Peres da Silva, por esta neta de Afonso Peres Calhamares e de sua mulher Maria da Silva, no V. 1.º pág. 13; segunda vez foi casado com Catharina de Lemos, de quem não deixou geração, porém teve da 1.ª q. d.:

5-1 João Franco Viegas

5-2 Maria Franco do Prado

5-3 Antonia

5-4 Capitão Miguel Franco do Prado

Pág. 268

5-1 João Franco Viegas, f.º de 4-3, foi batizado em 1711 em Atibaia, onde casou com Maria de Sousa f.ª de José de Sousa, natural de Portugal, e de Anna Maciel da Gama, neste V. 2.ª à pág. 121. Foi João Franco Viegas pessoa de veneração, respeito e autoridade na freguesia de S. João de Atibaia, onde exerceu o cargo de vereador da 1.ª câmara municipal em 1769. Faleceu em 1792 com 81 anos de idade e teve q. d.:

6-1 Capitão de milícia Crispim da Silva Franco, batizado em 1741 em Atibaia, aí casou 4 vezes, a 1.ª com Isabel Cardoso da Silveira (também chamada Isabel Ortiz), † em 1778 nessa vila com 31 anos de idade, f.ª de Pedro Ortiz de Camargo e de Catharina Rodrigues Garcia, V. 1.° pág. 363, 2.ª vez casou em 1779 na mesma vila com Gertrudes Alves Cardoso f.ª de Ignacio Alves Cardoso e de Maria de Godoy Moreira, V. 1.° pág. 491; 3.ª vez casou em 1799 na mesma vila com Gertrudes Maria Franco, † em 1815 nessa vila com 40 anos, f.ª de Joaquim Bueno de Azevedo e de Messia Ferreira de Camargo, V. 1.° pág. 400; 4.ª vez casou o capitão Crispim em 1816 na mesma vila de Atibaia com Maria Joaquina Franco f.ª de Joaquim Franco de Camargo e de Ignacia Bueno Cardoso, V. 1.º pág. 340. Teve:

Da 1.ª mulher Isabel da Silveira, 8 f.ºs:

7-1 Maria Gertrudes Franco

7-2 Capitão Ignacio Franco de Camargo

7-3 Anna Franco

7-4 Francisco da Silva Franco

7-5 João Baptista Franco

7-6 José Maria Franco

7-7 Joaquim da Silva Franco

7-8 Mecia da Silveira Franco

Da 2.ª mulher 2 f.ºs, além de outros †† na infância: 7-9 Alferes Salvador do Nascimento Franco

7-10 Ignacio José da Silva

Da 3.ª mulher 4 f.ºs: 7-11 Maria da Silveira Franco

7-12 Anna Gertrudes Franco

7-13 Antonio da Silveira Franco

7-14 Maria Ritta

Da 4.ª mulher não consta geração.
Pág. 269

7-1 Maria Gertrudes Franco, f.ª do capitão Crispim e sua 1.ª mulher, foi batizada em Atibaia e ali casou-se 1.º em 1780 com Vicente Pires Pimentel, † em 1798, f.º de João Pires Pimentel e de Anna de Godoy, n. p. de Manoel Vaz Barbosa e de Isabel da Costa Pimentel, de Santo Amaro, n. m. de Balthazar de Godoy e de Rosa da Rocha; segunda vez casou-se Maria Gertrudes Franco em 1801 em Atibaia com Raphael Cordeiro do Amaral f.° do capitão Antonio Alvares do Amaral e de Gertrudes Cordeiro. V. 1.° pág. 163. Sem geração deste 2.° casamento, porém teve do 1.º marido os f.ºs descritos em Tit. Macieis Cap. 4.° § 2 °, 2-5, 3-3, 4-6, 5-4.

7-2 Capitão Ignacio Franco de Camargo, foi batizado em 1764 em Atibaia e faleceu em 1833. Foi casado 4 vezes, a 1.ª em 1783 na freguesia de Jaguari (mais tarde vila de Bragança) com Gertrudes de Godoy Moreira, f.ª de João Pires Pimentel e de Anna de Godoy, mencionados no n.° 7-1 supra; segunda vez casou-se em 1799 com Escholastica Maria Bueno, falecida em 1800 com 24 anos; terceira vez casou-se com Anna Maria da Conceição, e a 4.ª vez casou-se com Francisca Maria Penteado. Esta última, enviuvando, casou-se com Ignacio Franco de Godoy em 1833 no Belém. O capitão Ignacio Franco n.° 7-2 teve geração da 1.ª e da 4.ª mulheres, e são:

Da 1.ª mulher:

8-1 Anna Pires Pimentel casada em 1808 em Atibaia com o alferes Manoel Joaquim Leite f.° de João Leite de Barros e de Anna Alvares de Godoy. Com geração no V. 1.º pág. 301.

8-2 João Franco de Camargo que casou em 1820 em Atibaia com Gertrudes Francisca Cardoso f.ª do alferes Lourenço Franco da Rocha e de Rita de Cassia de Moraes. Com 2 f.ºs descritos neste V. 2.º pág. 54.

8-3 José Pires Pimentel casou em 1811 em Atibaia com Maria Perpetua do Nascimento f.ª de Francisco Cordeiro do Amaral e de Anna Joaquina das Neves. V. 1.° pág. 456. Teve 5 f.ºs:

9-1 Maria Isabel casada em 1833 em Atibaia com Joaquim José da Silveira f.º de João José da Silveira e de Anna Theresa da Conceição. V. 1.º pág. 491.

Pág. 270

9-2 Gertrudes Maria casada em 1829 em Atibaia com Antonio José Soares f.º de Francisco Soares de Lima. Com geração em Tit. Pretos.

9-3 Anna casada no Amparo com João Rodrigues. Com geração.

9-4 Josepha casada em Itatiba com José Braga.

9-5 Francisco que foi assassinado por seus escravos.

8-4 Antonio Pires de Godoy casou em 1819 em Atibaia com Jacintha Maria Franco f.ª do capitão José Joaquim Rodrigues e de Anna Cardoso Franco.

8-5 Maria Franco foi casada em 1813 em Atibaia com Antonio Corrêa de Lacerda, de Jundiaí, f.° do capitão Francisco Corrêa de Lacerda e de Anna Maria da Conceição, de Jundiaí. E teve:

9-1 Bento de Lacerda Guimarães, já †, barão de Araras, foi casado com sua prima irmã Manoela de Cassia Franco, baronesa de Araras, já †, f.ª do alferes Joaquim Franco de Camargo n.° 8-6 abaixo e de sua 2.ª mulher Maria Lourença de Moraes. Com geração à pág. 275 deste.

9-2 José de Lacerda Guimarães, já †, barão de Arary, foi 1.º casado com sua prima irmã Clara, f.ª de 8-6 adiante; segunda vez casou-se com sua sobrinha Maria Dalmacia, baronesa de Arary, f.ª do n.° 9-1 supra. Com geração na pág. 275.

9-3 Joaquim Lacerda casado com ... Com geração.

9-4 Anna casada com Luiz Simões. Sem geração.

9-5 Escholastica casada com Antonio Soares. Sem geração.

8-6 Alferes Joaquim Franco de Camargo (mais tarde capitão) foi 1.º casado em 1806 em Atibaia com Maria Rosa de Oliveira f.ª de João Francisco Dultra, de Portugal, e de Anna Francisca, em Tit. Cunhas Gagos; segunda vez casou-se em 1814 em Atibaia com Maria Lourença de Moraes f.ª do alferes Lourenço Franco da Rocha e de Rita de Cassia, à pág. 52 deste. Teve:

Da 1.ª mulher 4 f.ºs:

9-1 Candida Franco de Camargo casada com o capitão Emygdio Justino de Almeida Lara, natural de Atibaia, f.° do tenente Felix José da Cunha e de Maria Carolina Justiniana. Tit. Siqueiras Mendonças. Teve:
Pág. 271
10-1 Ambrozina casada com Antonio Morato de Carvalho. Com geração em Piracicaba.

10-2 Flora de Almeida Leite casada com Francisco Antonio Leite. Tem (por informações):

11-1 Francisco José Leite

11-2 João Baptista Leite

11-3 Antonio José Leite

11-4 Maria, viúva.

11-5 Anna casada com o dr. Firmino.

11-6 Candida casada com Antonio de Araujo Cintra, f.º do tenente-coronel Jacintho José de Araujo Cintra, de S. Carlos do Pinhal, à pág. 53 deste.

11-7 Julietta, solteira.

10-3 Adelaide casada com Ismael Morato de Carvalho, com 7 f.ºs.

10-4 Idalina casada com João Morato de Carvalho, sem f.ºs.

9-2 Joaquina Maria de Oliveira, batizada em 1807 em Atibaia, casou-se em 1819 nessa localidade com Joaquim Alvares Cardoso, viúvo de Manoela MiqueIina Dultra, f.° de Joaquim Alvares Cardoso e de Anna Francisca Bueno, com geração no 1.° V. pág. 497.

9-3 Mathilde Franco casou-se com José Lourenço da Silveira f.° do alferes Lourenço Franco da Rocha e de Rita de Cassia, já mencionados no n.° 8-6 retro.

9-4 João Franco da Silveira casou-se com Rita Ferraz de Campos f.ª de Manoel Ferraz de Campos e de sua 1.ª mulher Anna Bueno de Camargo. Tit. Arrudas Cap. 1.° § 4.°. Teve 2 f.ªs:

10-1 Anna Ferraz casada com o tenente José da Silveira Cesar f.° de Joaquim Franco do Amaral e de Delphina da Silveira Cesar. V. 1.° pág. 484.

10-2 ... casada com José Pires da Silveira f.° de Joaquim Pires de Camargo e de Rita Maria da Silveira; são ambos residentes na Limeira. Com geração.

Da 2.ª mulher teve Joaquim Franco de Camargo os seguintes f.°s:
Pág. 272
9-5 Miguel da Silveira Franco casou-se com sua prima Juliana. Teve: 10-1 José

10-2 Antonia casada com Sabino Soares de Camargo.

10-3 Maria casada com seu primo Ignacio Ubaldino de Abreu n.º 10-6 de 9-8 adiante.

9-6 Maria Jacintha casou-se com José Ferraz de Campos Junior f.º de Manoel Ferraz de Campos e 1.ª mulher Anna Bueno. Com geração em Arrudas Cap. 1.º § 4.º.

9-7 Rita, f.ª do alferes Joaquim Franco e 2.ª mulher, foi 1.º casada com seu tio materno Lourenço Franco e 2.ª vez com Joaquim Claro de Abreu. Teve:

Do 1.º marido:

10-1 Ignacio

10-2 Joaquim

10-3 Juliana

10-4 Francisco Franco da Rocha

10-5 José (Gordo)

10-6 Maria Rita casada com Martinho P. de Abreu.

Do 2.° marido: 10-7 Anna casada com seu primo José Ferraz.

10-8 Candida Leite Ferraz casada com Manoel Ferraz de Camargo. Teve:

11-1 Dr. Alfredo Ferraz

11-2 Dr. Alberto Ferraz

11-3 Francisco Ferraz

11-4 Delfino Ferraz

11-5 Joaquim

11-6 Manoel

10-9 Veronica

10-10 Manoela casada com Antonio Joaquim Ferraz.

10-11 José

10-12 Cecilia, falecida em 1883, foi casada com José Estanislau Ferraz de Campos f.° de Antonio Ferraz de Campos e de Maria Ferraz, por esta neto do barão de Cascalho. Tit. Arrudas.

Pág. 273

9-8 Francisca, f.ª do alferes Joaquim Franco, casou-se com Antonio Manoel de Abreu. Teve: 10-1 Joaquim Bazilio de Abreu

10-2 Antonio Crispim de Abreu casado com sua prima Anna Miquelina f.ª de José Lacerda Guimarães, † barão de Arary, e 1.ª mulher Clara, n.º 10-4 de 9-9 adiante.

10-3 José Leite de Abreu.

10-4 Veronica casou-se com José Leite, na Limeira.

10-5 Lourenço Franco de Abreu

10-6 Ignacio Ubaldino de Abreu casou-se com sua prima Maria f.ª de 9-5 retro.

10-7 Bento Franco de Abreu

10-8 Anna Francisca casada com Luciano Esteves dos Santos.

10-9 João Franco de Abreu casado com ...

10-10 Messia Franco de Abreu casada com ...

E outros falecidos na infância.

9-9 Clara, †, f.ª do alferes Joaquim Franco, casou-se com seu primo irmão José de Lacerda Guimarães, † barão de Arary, f.° de 8-5 retro. Teve: 10-1 Antonio Franco de Lacerda

10-2 Joaquim Franco de Lacerda

10-3 Maria da Gloria casada com seu primo João Soares do Amaral f.º de Antonio José Soares e de Gertrudes Maria do Nascimento. Com geração em Pretos.

10-4 Anna Miquelina casou-se com seu primo irmão Antonio Crispim de Abreu n.° 10-2 de 9-8 retro.

10-5 Maria das Dores casou-se com seu primo irmão Joaquim Franco de Camargo n.° 10-4 de 9-10 adiante.

10-6 Rita casou-se com seu primo Francisco Soares de Camargo. Tit. Pretos.

10-7 João Franco de Lacerda

10-8 José Franco de Lacerda

10-9 Candido Franco de Lacerda casou-se com Eliza Whitaker de Oliveira f.ª do comendador Justiniano de Mello Oliveira e da. 2.ª mulher Brazilia de Aguiar Whitaker. Tit. Cordeiros Paivas.

Pág. 274

10-10 Pedro

10-11 Manoel

10-12 Francisco

E outros falecidos na infância.

9-10 José da Silveira Franco, f.º do alferes Joaquim Franco e 2.ª mulher, casou-se 1.° com sua prima irmã Mathilde f.ª de João Franco de Camargo e de Gertrudes Franco Cardoso. Teve 3 f.ªs: 10-1 Anna Eulalia casada com seu primo Joaquim José de Araujo Vianna n.° 10-1 de 9-14 adiante. Sem geração.

10-2 Maria, falecida solteira no Rio Claro.

10-3 Gertrudes, falecida solteira no Rio Claro.

Segunda vez casou-se José da Silveira Franco com Escholastica, de Itatiba, irmã de Sabino Soares de Camargo. Teve 2 f.°s: 10-4 Joaquim Franco de Camargo Junior residente em S. Paulo, casado com sua prima Maria das Dores n.° 10-5 de 9-9 supra.

10-5 Candida, solteira.

9-11 Coronel Bento da Silveira Franco, †, foi morador na Limeira, onde foi opulento fazendeiro. Foi 1.° casado com sua sobrinha Anna f.ª de Joaquim Alves Cardoso e de Joaquina Maria de Oliveira n.° 9-2 retro. Segunda vez foi casado com Maria Angelica de Barros f.ª de Antonio de Paula Leite de Barros, de Itu, e de Maria Theresa Ferraz de Camargo. Sem geração da 1.ª mulher, porém teve da 2.ª, naturais da Limeira, os seguintes f.ºs: 10-1 Joaquim de Barros Franco

10-2 Maria Flora de Barros que foi casada com o dr. Fernão de Sousa Queiroz f.° de Vicente de Sousa Queiroz, já †, e de Francisca de Paula Sousa, barão e baronesa de Limeira, em Tit. Penteados, e 2.ª vez está casada com seu primo José de Lacerda Soares f.° de João Soares do Amaral e de Maria da Gloria n.° 10-3 de 9-9 retro. Tem 1 f.º do 1.° marido e do 2.° duas f.ªs.

10-3 Antonio de Barros Franco, engenheiro civil pelo Instituto Politécnico de Rensselaer - Troy - E. Unidos da América.

Pág. 275

10-4 Bento de Barros Franco, já †, foi casado com ... f.ª de Antonio Corrêa Galvão.

10-5 Dioclecia de Barros Franco, solteira em 1898.

10-6 Lydia, † na infância

10-7 Lydia (nenê) solteira

10-8 Flavio de Barros Franco, bacharel em direito.

9-12 Padre Joaquim Franco de Camargo, vive em S. Paulo neste ano de 1904, cônego da sé catedral de S. Paulo.

9-13 Manoela de Cassia Franco, † baronesa de Araras, matrona de grandes virtudes, foi casada com seu primo irmão Bento de Lacerda Guimarães, falecido em 1898, barão de Araras, importante fazendeiro no município de Araras, f.° de Antonio Corrêa de Lacerda e de Maria Franco n.º 8-5 retro. Teve:

10-1 Donato, falecido.

10-2 Maria, falecida.

10-3 Maria Dalmacia, baronesa de Arary, 2.° esposa de seu tio José de Lacerda Franco, falecido barão de Arary. Reside em S. Paulo e tem 5 f.°s:

11-1 Clotilde de Lacerda Coimbra casada com Dr. Rodolpho Coimbra, tem 2 filhos menores.

11-2 Albano Octavio de Lacerda, solteiro.

11-3 Leonidia de Lacerda Monteiro de Barros viúva do coronel Lucas Monteiro de Barros. Com geração em Tit. Moraes.

11-4 Maria Ottilia de Lacerda, solteira.

11-5 Celina de Lacerda, solteira.

10-4 Coronel Antonio de Lacerda Franco, diretor do banco União de S. Paulo, senador estadual, membro do diretório republicano em S. Paulo, casou-se com ...

10-5 Clara casada com Gabriel de Toledo Piza e Almeida, doutor em medicina, ministro brasileiro em Paris. Sem geração. (Vide Toledos Pizas)

10-6 Anna casada com Antonio Alvares Leite Penteado, importante capitalista, proprietário e industrial em S. Paulo, f.° do dr. João Carlos Leite Penteado e de Maria Hygina. (Vide Tit. Penteados). Com geração.

Pág. 276

10-7 Eugenio de Lacerda Franco, engenheiro civil pelo Instituto Politécnico de Rensslaer - Troy - E. Unidos da América, casado com ... f.ª do coronel José Ferreira de Figueiredo.

10-8 Tenente João de Lacerda Franco casado com Joanna f.ª de José Soares de Camargo de Anna ... sua 1ª mulher. Tit Pretos.

10-9 Tenente-coronel Joaquim de Lacerda Franco casado com Augusta ...

10-10 Manoela de Lacerda casada com Affonso Vergueiro f.° de Luiz Pereira de Campos Vergueiro, com geração à pág. 197 deste.

10-11 Candida casada com o coronel Justiniano Whitaker de Oliveira f.º do comendador Justiniano de Mello Oliveira, já †, e de sua 2.ª mulher. Tit. Cordeiros Paivas.

10-12 Manoel de Lacerda Franco †

10-13 Bento de Lacerda Franco

10-14 Escholastica Lacerda casada com Persio Pacheco e Silva f.° do tenente-coronel Antonio Carlos Pacheco e Silva e de Francisca de Camargo Andrade. Tit. Tenorios.

9-14 Escholastica, †, f.ª do alferes Joaquim Franco e 2.ª mulher, foi casada em Limeira com Joaquim José de Araujo Vianna, já †, natural de Portugal. E teve: 10-1 Joaquim José de Araujo Vianna Junior casado com sua prima Anna Eulalia f.ª de José da Silveira Franco n.º 9-10 supra, faleceu em 1897 em Araras.

10-2 Maria Leopoldina casada com Jorge de Aguiar Whitaker f.º de Guilherme Whitaker e de Angela da Costa Aguiar. Faleceu em 1895 em S. Carlos do Pinhal. Tit. Penteados, aí a geração,

10-3 Lydia, já †, casada com o capitão Antonio Olegario de Barros f.° de Antonio de Paula Leite de Barros e de Maria Ferraz de Camargo. Tit Pedrosos Barros.

Pág. 277

10-4 Anna Candida de Araujo Vianna

10-5-José Joaquim de Araujo Vianna

10-6 João Joaquim de Araujo Vianna casado com Amelia Carolina Alves Vianna f.ª de Joaquim Theodoro Alves, de Campinas.

10-7 Antonio Franco de Araujo Vianna. † em Santos em 1887.

10-8 Manoel Franco de Araujo Vianna, residente em Santos, a quem muito deve o autor destas notas pelas valiosas informações por ele fornecidas.

10-9 Messias Franco de Araujo Vianna, † no Rio de Janeiro em 1885.

10-10 Rozalia, † na infância.

10-11 Candido, † na infância.

9-15 Carolina Amelia de Camargo, f.ª do alferes Joaquim Franco, casou-se com seu sobrinho Albino Alves Cardoso f.° de Joaquina Maria de Oliveira e de Joaquim Alvares Cardoso. Com geração no V. 1.° pág. 499.

9-16 Capitão Lourenço Franco da Rocha casou com sua sobrinha Anna Eliza Franco f.ª de Maria Jacintha n.° 9-6 de 8-6 retro e teve:

10-1 Anna Franco casada com Amando de Abreu Soares Cayuby (com 10 f.ºs). Tit. Cubas.

10-2 Maria casada com seu primo Manoel Ferraz de Camargo f.° do capitão do mesmo nome e de Leocadia da Rocha Ferraz. Tit. Arrudas Cap. 1.° § 4.º.

10-3 Candida, solteira.

10-4 Escholastica casada com ...

10-5 Vicente Ferreira Franco casado com sua prima Benedicta Alves de Oliveira f.ª de Januario de Oliveira Camargo e de Joaquina Alves Franco. Tit. Cordeiros Paivas.

10-6 Joaquim, solteiro, reside em S. Paulo com sua mãe.

9-17 Anna Joaquina Franco faleceu solteira em Limeira.

9-18 Candida Franco, última f.ª do alferes Joaquim Franco, casou-se com Joaquim Ferreira de Camargo Andrade, barão de Ibitinga, f.° de Joaquim Ferreira Penteado, barão de Itatiba. Com geração no V. 1.º pág. 272.

Pág. 278
8-7 Izabel, f.ª do capitão Ignacio Franco de Camargo e 1.ª mulher Gertrudes de Godoy, foi batizada em 1798 em Atibaia, e não descobrimos seu estado. Da 2.ª e 3.ª mulher não deixou geração o capitão Ignacio Franco.

Da 4.ª teve 2 f.ªs que são:

8-8 Maria, com um ano de idade em 1833, veia a casar-se com Joaquim Estevão (com geração).

8-9 Anna Franco Penteado casou-se com Elias de Godoy Moreira, viúvo de Maria Izabel da Silveira, f.º de Manoel Joaquim de Godoy e de Anna Joaquina, em Tit. Godoys, com geração; e 2.ª vez com Albano Franco Penteado.

7-3 Anna Franco da Silveira casada em 1780 em Atibaia com Antonio Alvares do Amaral f.° de Raphael Cordeiro do Amaral e 2.° mulher Anna de Ribeira. Com geração no V. 1.º pág. 467.

7-4 Francisco da Silva Franco, batizado em 1769 em Atibaia, aí casou-se em 1785 com Maria Magdalena do Amaral f.ª de João Ortiz de Camargo e de Ursula Bueno. V. 1.º pág. 300. Teve q. d.:

8-1 José da Silveira Franco casou-se 1.° em 1809 em Atibaia com Gabriella Maria de Oliveira f.ª de Ignacio de Oliveira Cardoso e de Maria Ferreira Lustoza, V. 1.° pág. 114; segunda vez casou-se José da Silveira Franco com ... Sem geração desta mulher, porém, teve da 1.ª os 7 f.ºs seguintes: 9-1 Francisco da Silveira Franco casado com Maria Rosa. Teve: 10-1 Pedro da Silveira Franco

10-2 Joaquina, solteira.

10-3 Maria casada com Eugenio Bruchine.

10-4 Narcisa casada com Carlos Calheiros.

10-5 Josepha casada com João da Fé.

9-2 Luiz da silveira Franco, falecido em Botucatu, onde foi casado com ... e deixou 7 f.ºs.

9-3 Jacintho da Silveira Franco, faleceu solteiro.

9-4 João da Silveira Franco

9-5 Gertrudes da Silveira Franco casou-se com Francisco Teixeira das Neves, natural de Atibaia, f.° de José Teixeira das Neves, falecido em 1819 em Bragança, natural de .S. João de, El-Rei, e de sua 2.ª mulher Anna Cardoso de Oliveira, n. p. de Francisco Teixeira e de Jeronima Corrêa. Teve (por informações):

Pág. 279
10-1 Candida, falecida, foi casada com Antonio Soares de Barros. Coro 10 f.ºs em Botucatu.

10-2 Joaquim Teixeira das Neves, capitalista, morador em S. João do Rio Claro casado com Carolina Braga das Neves, do Rio de Janeiro. Tem os seguintes f.ºs.

11-1 Dr. Joaquim Teixeira das Neves Junior casado com ... sua sobrinha f.ª de Augusto Gomes Braga. Com f.ºs menores.

11-2 Dr. João Teixeira das Neves, como o precedente, formado em direito, casado com ... f.ª de Theodoro de Paula Carvalho, natural do Rio Grande do Sul e morador em Rio Claro.

11-3 ... casada com o dr. Celestino de tal, formado em direito, morador em S. Carlos do Pinhal.

11-4 Sebastiana Teixeira das Neves, solteira em 1900.

11-5 Eduviges Teixeira, faleceu solteira.

11-6 Bento Teixeira das Neves, solteiro.

11-7 Raul Teixeira das Neves solteiro.

10-3 Francisco Teixeira das Neves. f.° de 9-5 supra, faleceu solteiro.

10-4 Maria Teixeira casada com Manoel de Azevedo Barbosa. Teve:

11-1 Attila de Azevedo, falecido solteiro.

11-2 Aristogito de Azevedo.

11-3 Adelina de Azevedo casada com Geraldo Augusto.

11-4 Hyppolita de Azevedo, solteira em 1900.

11-5 Antonio de Azevedo, menor em 1900.

10-5 Anna Teixeira Galleno, falecida, foi casada com Gaudencio Jordão de Oliveira Galleno.

10-6 João Teixeira das Neves, solteiro, morador em Pirassununga.

10-7 Querubina Teixeira das Neves, faleceu solteira em S. Paulo.


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